ENTREVISTA
02/10/2018, 21:48

Woohoo segue expansão internacional e investe nos EUA como principal mercado

POR REDAÇÃO

No final de setembro, o Woohoo lançou sinal em inglês para o mercado internacional, tornando-se assim o primeiro canal de TV brasileiro a customizar sua programação no idioma para o público de fora. Para isso, foi desenvolvido um sistema próprio que funciona principalmente por meio de um software de redação com tradutor conectado à edição.

Em entrevista exclusiva, Antonio Ricardo, diretor do canal Woohoo e responsável pela expansão internacional, discorreu sobre o processo. "Foram dois anos e meio de trabalho incluindo tudo, ou seja, transmissão, produção, customização e distribuição. Inicialmente, pensamos em fazer legendagem em inglês e usar o nosso mesmo sinal do canal do Brasil, tipo closed caption. Depois, percebemos que isso nos limitaria muito e talvez nem fosse dar certo, então aos poucos fomos descobrindo serviços de transmissão com tecnologia de ponta e um bom custo-benefício", contou. A empresa responsável pela distribuição internacional é a Media Mundi que, segundo Antonio, acreditou no projeto desde o início. "Com a presença da empresa na maioria das feiras do mercado, os resultados vieram relativamente rápido.", afirmou. Ele falou ainda sobre a viabilização da ideia: "Utilizamos recursos próprios e investimos bastante no projeto internacional, incluindo o software".

Com lançamentos já concluídos na Ásia e na África e com negociações avançadas nos EUA, o Woohoo pretende continuar o processo de expansão. "Os Estados Unidos são nossa prioridade", declarou o diretor. "Também é importante abordar países onde os esportes de ação são populares, como a Austrália, por exemplo. E podemos até customizar para outras línguas se valer a pena.", completou. Os conteúdos do Woohoo já são produzidos pensando no alcance global, o que é benéfico para a estratégia de ampliação. Antonio Ricardo explicou que eles produzem e contratam produtoras independentes sempre pensando no mercado internacional, mas sem esquecer do canal no Brasil: "Queremos conteúdos que sirvam para o mercado nacional e internacional, e isso vale para escolha de temas, pautas e principalmente formatos. Temos de pensar globalmente mas sempre com uma pegada local". Hoje, os programas do canal são filmados no Hawaii, Califórnia, Nova York, Miami, França, Portugal, Espanha, África do Sul, Austrália e Brasil. "Tanto as produções terceirizadas como as nossas são gravadas nesses destinos, onde tudo acontece no universo de esportes radicais e cultura jovem", justificou o diretor.

Além do desenvolvimento da tecnologia, o canal formou uma equipe de falantes nativos de inglês para realizar os ajustes de redação e fazer locuções, apresentações e reportagens. Essas pessoas não vieram de empresas, são funcionários, em maioria norte-americanos, com contratos fixos com o Woohoo e que interagem diariamente com a equipe brasileira dedicada ao projeto. A equipe é formada por jovens que entendem de esportes de ação e de cultura e os cargos são redatores, locutores, apresentadores e alguns multi-tarefas. "Estamos sempre com o radar ligado quando viajamos para cobrir mundiais, por exemplo, então encontrar essas pessoas foi fácil. Em uma das minhas idas para o Hawaii, encontrei no aeroporto o surfista profissional paulista Vitor Benardo e a namorada dele, que é da Califórnia. Vi ali uma potencial colaboradora. Ela disse que tinha feito curso de locução, sabia surfar e sempre gostou de escrever, então fizemos alguns testes e deu certo. Hoje a Johnni é uma das nossas principais team members", contou Antonio.

Para divulgar o canal lá fora, eles apostam em parcerias com operadoras. "É importante usufruir do knowhow local de cada região, aproveitar o expertise do marketing das operadoras do país. É óbvio que eles sabem quais são os melhores caminhos", pontuou o diretor. "Temos ainda uma estratégia diferenciada montada principalmente para os Estados Unidos. Queremos cobrir e ser media partners dos eventos das categorias de base de esportes de ação, de arte e cultura e também de música independente. Tudo isso de forma bem integrada às mídias sociais", finalizou.

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