Balanço financeiro
17/07/2018, 21:00

AMX aumenta receitas no Brasil, mesmo com perdas na telefonia fixa e TV

O grupo América Móvil registrou aumento de 0,9% nas receitas totais no segundo trimestre no Brasil, totalizando R$ 8,872 bilhões, de acordo balanço financeiro da controladora da Claro, Embratel e Net divulgado nesta terça-feira, 17. No semestre, o acumulado da receita foi de R$ 17,720 bilhões, praticamente estável (0,1% de aumento) em relação ao igual período do ano passado.

Desse total, as receitas do segmento móvel totalizaram R$ 3,122 bilhões no trimestre e R$ 6,212 bilhões no semestre, mostrando crescimentos de 10,5% e 8,8% respectivamente. Nesse recorte, os serviços móveis aumentaram 11,9% (total de R$ 2,971 bilhões) e 10,1% (total de R$ 5,946 bilhões). Por outro lado, as vendas de equipamentos tiveram queda de 3,9% (total de R$ 153 milhões) e de 9,6% (R$ 267 milhões).

As receitas de serviços fixos caíram 3,6% no trimestre, totalizando R$ 5,749 bilhões. Nos seis primeiros meses do ano, o recuo foi de 4%, com total de R$ 11,508 bilhões. De acordo com o grupo mexicano, os maiores responsáveis no trimestre foram tanto as receitas de serviços de chamadas locais e de longa distância, que caíram 15%, quanto as receitas de TV paga, que foram reduzidas em 5,6%. Já as receitas de banda larga aumentaram 10,1%, enquanto o segmento de ultra banda larga (acima de 34 Mbps de velocidade) teria conseguido market share de 51%.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBTIDA) foi de R$ 2,655 bilhões no trimestre (avanço de 9,9%) e de R$ 5,300 bilhões no semestre (aumento de 8,4%). A margem EBTIDA foi de 29,9% no trimestre, aumento de 2,4 pontos percentuais. O mesmo resultado foi obtido no semestre, mas com crescimento de 2,3 pontos. O lucro operacional foi de R$ 576 milhões entre abril e junho, mais do que dobrando (133,3%) o resultado em igual período de 2017. No semestre, também dobrou (108,4%): R$ 1,097 bilhão.

Operacional

O grupo mexicano fechou junho com 59,004 milhões de acessos móveis no Brasil, uma queda de 2,1% comparado a junho de 2017. O pré-pago da Claro foi o responsável pela queda, com 37,197 milhões de conexões (redução de 10,7%), enquanto o segmento pós-pago apresentou aumento de 17% e encerrou o semestre com 21,807 milhões de linhas.

A receita média por usuário (ARPU) móvel cresceu 14,1% e ficou em R$ 17. Já os minutos de uso (MoU) aumentaram 18% e ficaram em 111. O churn também cresceu, 0,4 p.p., ficando em 3,8%.

Os serviços fixos, incluindo banda larga, TV paga e telefonia, totalizaram 35,791 milhões de unidades geradoras de receita (UGRs), uma queda de 0,5%. A companhia diz que está ganhando acessos no cabo, mas com desconexões no DTH, embora afirme que "a melhoria sequencial do aumento da TV paga tem sido muito positiva".

Global

Globalmente, a receita de serviços da América Móvil aumentou 1,4% no segundo trimestre, totalizando 218,899 bilhões de pesos mexicanos (US$ 11,601 bilhões). No acumulado do semestre, entretanto, caiu 1,6%, somando 439,930 bilhões de pesos (US$ 23,316 bilhões). No total, a receita do grupo foi de 257,309 bilhões de pesos (US$ 13,637 bilhões), avanço de 3,2%; e de 511,677 bilhões de pesos (US$ 27,118 bilhões), queda de 0,4%, no trimestre e semestre, respectivamente.

O EBTIDA cresceu 3% no trimestre, total de 72,021 bilhões de pesos (US$ 3,817 bilhões). No semestre, a alta foi de 1,1%, somando 143,226 bilhões de pesos (US$ 7,590 bilhões). O lucro operacional foi de 72,021 bilhões (US$ 3,817 bilhões), aumento de 4,8%; e de 62,437 bilhões de pesos (US$ 3,309 bilhões), avanço de 1,5%, no trimestre e no semestre. A empresa justifica o resultado com o impacto de perdas com a variação cambial do peso mexicano com o dólar.

Também no trimestre, a AMX registrou prejuízo líquido de 236 milhões de pesos (US$ 12,51 milhões), contra lucro de 14,313 bilhões no segundo trimestre de 2017. No acumulado, houve redução de 65,1%, mas a companhia ainda ficou no positivo, com lucro líquido de 17,512 bilhões de pesos (US$ 928,14 milhões).

A empresa ainda dedicou um Capex de 57,1 bilhões de pesos (US$ 30,26 bilhões) no semestre. Afirma ainda ter conseguido reduzir a dívida líquida em 14,9 bilhões de pesos (US$ 7,90 bilhões), totalizando 617,6 bilhões de pesos (US$ 327,33 bilhões) ao final de junho.

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