Mercado
18/07/2018, 13:32

América Móvil diz ser a única tele realmente convergente no Brasil

O desempenho no Brasil foi um dos maiores fatores para o crescimento da receita da América Móvil no segundo trimestre/primeiro semestre deste ano, e o grande responsável para a própria companhia foi a convergência de ofertas fixas e móveis. O CEO do grupo mexicano, Daniel Hajj, disse nesta quarta-feira, 18, durante teleconferência do resultado financeiro, que a Claro Telecomunicações Participações (que engloba Claro, Embratel e Net) é o único player realmente convergente no mercado brasileiro. "Nada impede os outros players de fazer o que fazemos, mas estamos realmente trabalhando como convergentes, temos redes fixas e móvel convergindo", declarou.

Segundo o executivo, a companhia passou de 5 milhões de homes-passed da rede HFC quando chegou no Brasil para atuais 27 milhões, o que acaba impulsionando também o serviço móvel na infraestrutura. "Crescemos em TV, HFC, DTH, e estamos crescendo na banda larga, nos últimos quatro anos estamos investindo muito na plataforma wireless. E a convergência das tecnologias no backbone resulta em uma plataforma muito boa no Brasil – por isso que os usuários hoje têm 4,5G, que está funcionando muito bem", analisa. Ele destaca o desempenho de combos triple-play, que levam assinantes de banda larga fixa e TV a adquirir também o serviço móvel em pós-pago. 

"Acho que nesse trimestre crescemos talvez quatro vezes o que crescemos no ano passado em banda larga", declarou. "E temos sido mais criativos com planos, como o [de chamadas] ilimitado, o Passaporte Américas", afirma.

Por outro lado, o grupo mexicano ainda tem lidado com um arrefecimento no mercado de TV paga. A empresa diz que há um crescimento no último trimestre com acessos a cabo da Net, especialmente em conjunto com oferta de ultra banda larga (velocidades acima de 34 Mbps). "O que estamos vendo nos últimos três meses é que a receita está sendo estável. E estamos mexendo no mix da base em DTH, procurando ter um bom retorno – não queremos crescer em base, e sim no mix. Então, esperamos ter uma receita mais estável no semestre", declarou o CFO da América Móvil, Carlos García-Moreno.

Investimentos

A companhia mantém a intenção de dedicar US$ 8 bilhões em Capex global neste ano, mas planeja continuar com o programa de economias em Opex. "O plano de corte de custos nunca acaba. Estamos finalizando a fase 1 de alguns projetos, mas começando outros. Nos próximos três anos estaremos focando muito em cortar custos, mas não apenas com a renegociação, também faremos com a transformação digital, que vai trazer muitas sinergias em toda a América Latina e Europa", declarou Daniel Hajj.

A estratégia de subsidiar aparelhos, por outro lado, ainda é um peso para o grupo na região. De acordo com Hajj, a situação é diferente atualmente até pelo preço de smartphones mais high-end, como o iPhone X. "Hoje, tem handsets de US$ 1 mil – quando subsidiava há cinco anos, eram US$ 200. Então tem que ter muito cuidado nisso", afirma. Segundo o executivo, esse modelo ainda depende muito de como o mercado inteiro reage. "A competição não quer, nós não queremos, mas vamos ver o quão rápido conseguimos parar de ter isso."

A empresa conta com a política de financiamento de celulares em mercados do México, Colômbia, Peru, Argentina e Equador, o que ajuda o consumidor não apenas com a fidelização dos contratos, mas também o leva a usar mais dados. "Estamos ajudando [o cliente] a ter um handset melhor, colocando a parcela na conta, e isso tem sido muito bom", declara. Com o avanço da rede 4,5G (LTE-Advanced) no México, Áustria e Brasil, a empresa afirma ter crescimento de 60% a 70% no volume de megabytes consumidos por usuário.

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