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FSA divulga investimentos em novos projetos para cinema e TV

A Ancine e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) anunciaram uma nova rodada de investimentos em projetos selecionados entre os inscritos em três chamadas públicas de fluxo contínuo do Programa Brasil de Todas as Telas. Os recursos do Fundo Setorial do Audiovisual – FSA beneficiarão a produção de dois longas-metragens de ficção e um de animação para as salas de cinema e de um telefilme documentário para a TV por assinatura.

Dois projetos foram contemplados pela Chamada Pública Prodecine 4/2013, que disponibiliza investimentos na complementação de recursos para a produção: a animação “Osmar, a primeira fatia do pão de forma – O Filme”, de Ale McHaddo, que leva à tela grande a série exibida na TV por assinatura desde 2010 pelo Canal Gloob; e o drama “Travessias”, de João Gabriel Santos Leite. Ainda no campo dos projetos para cinema, foi aprovado o investimento na coprodução com o Paraguai “As herdeiras”, de Marcelo Martinessi, pela Chamada Pública Prodecine 6/2015 – Coprodução América Latina. O longa tem como coprodutora minoritária a empresa brasileira Esquina Produções Artísticas.

Finalizando a operação, o telefilme documentário “O Rio de Benjamin Costallat”, de Vicente Ferraz, foi selecionado entre os inscritos na Chamada Pública Prodav 1/2013. A produção tem previsão de exibição inicial pelo canal CinebrasilTV.

Confira abaixo mais detalhes sobre os projetos contemplados:

Prodav 1/2013

  • “O Rio de Benjamin Costallat” – Telefilme documentário
    Produtora: Gaia Cinevídeo Produções e Eventos (RJ)
    Programadora: CinebrasilTV
    Direção: Vicente Ferraz
    Roteiro: Roberta Canuto
    Valor investido pelo FSA: R$ 400 mil
    Sinopse: Na década de 1920, o escritor e jornalista Benjamim Costallat revelava em suas crônicas diárias do Jornal do Brasil um Rio de Janeiro ainda obscuro para a maioria dos brasileiros. O longa traz à tona a obra deste escritor que passou despercebido pela literatura brasileira apesar de ter retratado tão bem a realidade da cidade nas primeiras décadas do século XX, quando começava a se modernizar, com a construção de avenidas e ambiciosos projetos sanitaristas que tentavam barrar os indícios de outra cidade que deveria ficar para trás.

Prodecine 4/2013

  • “Osmar, a primeira fatia do pão de forma – O Filme” – Longa-metragem de animação
    Proponente: 44 Bico Largo Comercial (SP)
    Distribuidora: Europa Filmes
    Direção e Roteiro: Ale McHaddo
    Valor investido pelo FSA: R$ 1,4 milhão
    Sinopse: Comédia de situação com humor afiado, “Osmar” conta a história dessa primeira fatia de pão de forma complexada por ter sido deixada na embalagem. Com otimismo ingênuo e bom humor, Osmar consegue um emprego no canal LeiTeVê e conhece o contra-regra Steevie, uma baguete sem-noção que logo vira seu amigo. Longa-metragem baseado na série de TV.
  • “Travessia” – Longa-metragem de ficção
    Proponente: Zona de Produção Comunicação (BA)
    Distribuidora: O2 Play
    Direção e Roteiro: João Gabriel Santos Leite
    Valor investido pelo FSA: R$ 1 milhão
    Sinopse: Roberto é um homem solitário e infeliz, que tem uma relação conflituosa com Júlio, seu único filho. Após a morte de sua esposa, tentando se entender neste novo mundo, envolve-se em um incidente, que o obriga a repensar a sua vida, buscando a reconstrução de sua relação com seu filho. Paralelamente, Júlio segue seus próprios planos de ir morar no exterior e, envolvido com o tráfico de drogas sintéticas, afasta-se, cada vez mais, de seu pai. Mas, o relacionamento com novas pessoas os levam por outros caminhos, para desfechos inesperados.

Prodecine 6/2015

  • “As herdeiras” – Longa-metragem de ficção
    Produtora: Esquina Produções Artísticas (RJ)
    Direção e Roteiro: Marcelo Martinessi
    Valor investido pelo FSA: R$ 250 mil
    Sinopse: Asunção, Paraguai, 2012. Há quase 35 anos Chela (61) divide sua vida com Martina (62). Das duas, Martina é quem sempre tem dirigido o carro, encarregando-se de fazer as compras, de ir ao banco e de lidar com o mundo exterior. Por sua parte, Chela costuma passar a maior parte do tempo em sua casa, num espaço seguro, pintando quadros – que nunca teve coragem de exibir – e escrevendo seus diários. Chela havia herdado suficiente dinheiro para que ambas pudessem viver confortavelmente sem necessidade de trabalhar. Mas agora esse dinheiro herdado acabou. Tudo se complica quando Martina vai para a cadeia acusada de caloteira, ao não conseguir pagar as dívidas que contraiu recentemente para que ambas pudessem manter seu nível de vida. Esta separação altera o equilíbrio imaginário em que viviam e as obriga a transformar um mundo que até então permanecia parado. Coprodução com o Paraguai.

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