FESTIVAL DE BRASÍLIA
02/12/2019, 22:51

"A Febre" e "O Tempo que Resta" são destaques do Festival de Brasília

Na noite do último sábado, 30 de novembro, chegou ao fim a 52ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Em cerimônia realizada no Cine Brasília, foram anunciados os grandes vencedores do Troféu Candango. Entre os destaques, o longa "A Febre" (RJ), de Maya Da-Rin, que faturou os prêmios de melhor filme (júri técnico), direção, ator (Régis Myrupu), fotografia (Bárbara Alvarez) e som (Felippe Schultz Mussel, Breno Furtado e Emmanuel Croset). Já o júri popular elegeu "O Tempo que Resta", de Thaís Borges, como melhor longa da Mostra Competitiva, também escolhido como melhor filme pelo juri da crítica e melhor roteiro. 

A Febre

"A Febre" narra a história de Justino (Régis Myrupu), um indígena do povo Desana que trabalha como vigilante em um porto de cargas de Manaus. Desde a morte da esposa, sua principal companhia é a filha Vanessa, que se prepara para estudar Medicina em Brasília. Justino, então, é tomado por uma febre misteriosa. Durante a noite, uma criatura misteriosa segue seus passos. De o dia, ele luta para se manter acordado no trabalho.

Dirigido por Gil Baroni, "Alice Júnior" (PR) foi o segundo maior ganhador desta edição, levando quatro Candangos: melhor atriz (Anne Celestino), atriz coadjuvante (Thais Schier), trilha sonora (Vinicius Nisi) e montagem (Pedro Giongo). O filme segue a vida de Alice Júnior (Anne Celestino), uma youtuber trans. Depois de se mudar com o pai para uma pequena cidade onde a escola parece ter parado no tempo, a jovem precisa sobreviver ao ensino médio e ao preconceito para conquistar seu maior desejo: dar o primeiro beijo.

Premiados

Na categoria curta-metragem, os destaques foram "Rã" (SP), de Ana Flávia Cavalcanti e Julia Zakia, eleito melhor curta pelo júri técnico, e "Carne" (SP), de Camila Kater, o melhor da competição de acordo com o júri popular. Já "Alfazema" (RJ), de Sabrina Fidalgo, foi premiado por melhor direção. 

Confira a lista completa de vencedores em longa-metragem da Mostra Competitiva: Melhor Som – "A Febre", de Maya Da-Rin (Equipe de Som: Felippe Schultz Mussel, Breno Furtado e Emmanuel Croset); Melhor Trilha Sonora – "Alice Júnior", de Gil Baroni (Trilha Sonora: Vinicius Nisi"; Melhor Direção de Arte – "Piedade", de Claudio Assis (Direção de Arte: Carla Sarmento); Melhor Montagem – "Alice Júnior", de Gil Baroni (Montagem: Pedro Giongo); Melhor Fotografia – "A Febre", de Maya Da-Rin (Direção de Fotografia: Bárbara Alvarez); Melhor Roteiro – "O tempo que resta", de Thaís Borges (Roteiro: Thaís Borges); Melhor Ator Coadjuvante – "Piedade", de Claudio Assis (Ator coadjuvante: Cauã Reymond); Melhor Atriz Coadjuvante – "Alice Júnior", de Gil Baroni (Atriz coadjuvante: Thais Schier); Melhor Ator – "A Febre", de Maya Da-Rin (Ator: Régis Myrupu); Melhor Atriz – "Alice Júnior", de Gil Baroni (Atriz: Anne Celestino); Melhor Direção – "A Febre", de Maya Da-Rin; Melhor Longa-Metragem Júri Popular – "O tempo que resta", de Thaís Borges; e Prêmio Especial do Júri para Longa-Metragem – Claudio Assis, pelo filme "Piedade". 

Os longas-metragens da Mostra Competitiva concorreram ainda ao Prêmio Técnico Dot Cine, que foi para o filme "A Febre", e ao Prêmio Abraccine, entregue para "O tempo que resta". 

 

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