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Sentimental Filme celebra 20 anos com sólida trajetória na publicidade e atuação crescente no entretenimento

Marcos Araújo, sócio-fundador da Sentimental Filme (Foto: Divulgação)

A produtora Sentimental Filme, dos sócios Luciano Zuffo, Maurício Guimarães e Marcos Araújo, completou 20 anos de história há pouco tempo, celebrando uma sólida trajetória no mercado publicitário e uma atuação cada vez mais presente no entretenimento. “Viemos do chamado cinema publicitário, abrindo a produtora numa época em que ainda captávamos em película. Há 20 anos, foi muito natural abrir uma produtora focada em publicidade – os sócios vieram dessa área, tínhamos domínio ali. E naquela época a parte de conteúdo mesmo ainda era muito incipiente no Brasil. A produção se resumia à Rede Globo e ao cinema experimental, de arte. Não existia uma indústria pujante como tem hoje”, relembrou o sócio-fundador da Sentimental, Marcos Araújo, em entrevista exclusiva para TELA VIVA. 

Durante dez anos a produtora atuou forte no mercado publicitário – e segue trabalhando ativamente nele até hoje. “Mas, com a Lei da TV Paga, em 2012, começamos a olhar para esse mercado e entender que poderia ser um movimento importante. Já tínhamos adquirido valor de produção, trabalhado em grandes projetos e recebido prêmios internacionais. Estávamos credenciados para essa nova experiência. Nos estruturamos e nos preparamos para esse movimento que estamos agora. Conseguimos nos capacitar para hoje, depois de 20 anos, atender de forma madura também esse mercado. Não é excludente: ainda atuamos forte no mercado publicitário – com grandes marcas, como Burger King, Volkswagen, Magalu; agências de grande porte e projetos robustos. Mas temos uma estrutura de conteúdo muito madura, com entregas significativas e premiações. É um momento muito feliz nesse sentido”, afirmou Araújo. 

O período da pandemia, claro, foi desafiador. Especialmente para uma produtora que atua na publicidade – ou seja, que age sob demanda, prestando serviço, foram meses sem praticamente nenhum trabalho. Depois desse momento inicial, as produções voltaram, ainda que de forma remota. “Mas aproveitamos o período para olhar para dentro, aproveitar a falta de capacidade de produção para nos estruturarmos e pensarmos estrategicamente, acelerando a parte de desenvolvimento de projetos”, contou. “Foi durante a pandemia, inclusive, que surgiu o ‘Match nas Estrelas’, nosso projeto em parceria com a Amazon. Nós desenvolvemos e ele acabou se tornando um original, que estreia na plataforma no primeiro semestre ou na virada do primeiro pro segundo. Ou seja, conseguimos otimizar esse tempo e focar no desenvolvimento dos projetos”, completou. 

Próximos trabalhos 

A cartela de projetos de entretenimento atual da Sentimental vai muito além do “Match nas Estrelas”, que contará com apresentação de Ingrid Guimarães. Outros destaques são programas para a TV por assinatura, como o já lançado no canal Lifetime “Mapa das Estrelas”, com Márcia Sensitiva, e “Próximo Hit”, docu-reality que segue o nascimento da nova música da cantora Kynnie, uma coprodução com a NBCUniversal International para exibição no canal E!. Para o cinema, a produtora prepara “Asa Branca – A Voz da Arena”, uma coprodução com a Querosene Filmes que contará a história do locutor que revolucionou o mundo dos rodeios no Brasil e será dirigida por Guga Sander, e “Calendário do Sexo”, uma coprodução com a H2O com direção dos sócios Maurício Guimarães e Luciano Zuffo. 

Outro destaque é uma série de interprogramas para o canal Gloob visando as Paralimpíadas de 2024, em Paris. Trata-se de uma espécie de spin-off da série “Eu Me Movo”, que a Sentimental fez em parceria com o sportv no último ano. “Pegamos a ideia original dessa série e transformamos em um projeto que tem como objetivo contar para as crianças que pessoas que nasceram com alguma deficiência podem praticar esportes”, adiantou o executivo, revelando ainda que a produtora está em conversas avançadas para outro projeto visando o público mais jovem, desta vez com o Disney+. “Temos um pouco de tudo – faixas etárias, gêneros e formatos. É muito bom transitar por todas essas linguagens e formatos”, disse. 

Multiplataforma e a força do digital 

Segundo Araújo, lá atrás a produtora já tinha essa intenção de não ser uma produtora nichada, no sentido de atuar especificamente com determinado formato. “Hoje, estamos entregando um reality, produzindo longas, documentários, interprogramas… Conseguimos abrir muito esse leque, e o mercado já nos lê dessa maneira”, celebrou. “Nossa parte de digital também é muito forte, até por conta da publicidade. Acabamos tendo muitas demandas nesse sentido. Hoje, as peças publicitárias são desdobráveis para as redes sociais, são janelas importantes para as marcas. Já é uma realidade recebermos demandas exclusivas para o digital, que nem vão para a televisão e são assistidas direto nas plataformas”, pontuou. 

E falando na publicidade, o produtor comentou que o cross entre ela e o entretenimento é cada vez mais forte. “Agências e marcas, por saberem da nossa experiência com publicidade e a força do nosso núcleo de entretenimento, procuram a gente para projetos nesse sentido, que interagem publicidade com uma história relevante de entretenimento. Agora mesmo estamos fazendo uma ação que é uma publicidade, mas num formato de documentário. Somos chamados para contar essas histórias fora do formato tradicional. É raro recebermos encomendas só dos 30 segundos tradicionais da TV. E temos sido muito bem sucedidos quando somos provocados nesse sentido”, ressaltou. Ele enfatizou ainda que esse cross acontece não só no mercado externo, mas dentro da própria produtora: “Conseguimos receber essas demandas e desenvolver bem porque não estamos segmentados só em uma estrutura. Os nossos núcleos se conversam muito. Temos nossas divisões, obviamente, mas elas se cruzam muito. Dentro de casa, essa cultura está cada vez mais inserida. Quando os diretores conversam com as duas linguagens para nós também é interessante, porque ele se torna mais versátil”. 

Produtora vira player 

“Queremos ser um player no sentido de desenvolvimento de projetos”, reforçou Araújo. “As plataformas e os canais enxergam na Sentimental uma parceira no desenvolvimento. Somos muito chamados para desenvolver, frequentemente recebemos briefings. Quando a gente ganha um parceiro no streaming, por exemplo, é muito interessante, porque acabam chamando a gente para atender demandas e necessidades que eles tenham. E, mais uma vez, a gente não recebe só de um formato ou gênero, porque estamos presentes em diversos. Somos demandados de todos os lados. Nossa visão de ser player é essa: estar preparado para produzir em qualquer formato, para qualquer tela”, definiu. 

Na dinâmica com os canais e plataformas, o trabalho se dá por diferentes caminhos: a Sentimental recebe briefings diretamente deles ou “provoca” esses briefings, sugerindo temas ou formatos. Também é uma visão estratégica da produtora ir atrás de propriedades. “Roteiristas e autores procuram a gente para oferecerem projetos e se tornarem parceiros. Aí pegamos esse projeto, amadurecemos e levamos ao streaming. O longa ‘Calendário do Sexo’, por exemplo, é um projeto com um autor independente”, citou. “É importante sentir do roteirista o quanto de liberdade ele nos dá. Quando sentimos essa liberdade de contribuir, o projeto cresce muito. Nós temos o olhar comercial do que o player está procurando – e às vezes aquilo não está na ideia inicial, no argumento, mas com um pouco de trabalho em conjunto com o autor tornamos o projeto atraente comercialmente. É importante adquirir projetos onde sentimos essa liberdade junto ao autor para contribuir”, destacou. 

Novo momento de mercado 

É consenso no setor audiovisual que estamos vivendo um novo ciclo – que ainda se recupera da pandemia e encontra mais espaço e lugar de prioridade no novo governo. “Sentimos a mudança já no primeiro dia. Passamos por um período de muita dificuldade, paralisação, revisão da Ancine, com todas as suas leis e processos. Agora a gente já sente diferente, na velocidade de resposta, no dia a dia da operação. Existe uma boa vontade de fazer com que as coisas andem”, comemorou o produtor. “Ainda há muita coisa represada, um volume muito grande de projetos, mas já sentimos um movimento interessante e esperançoso nesse sentido. É um alento, uma sensação de que ‘agora vai’. É nítido que as coisas vão retomar de uma maneira positiva e proativa, com a seriedade de sempre”, acrescentou. 

Para ele, o período de revisão e reestruturação da Agência foi importante. “Não vejo como um tempo perdido”, afirmou. “Mas, como arrumou a casa durante quatro anos, agora vamos ‘botar o bloco na rua’ e contar com esse apoio institucional do governo, que é muito importante. O mercado ainda necessita muito dessa ajuda. Ele fomenta uma indústria gigantesca, e é importante para o desenvolvimento do país que essa indústria ande”, finalizou. 

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