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“Senna” é o projeto mais ambicioso da história da Netflix no Brasil  

Haná Vaisman, Caio Gullane, Fabiano Gullane e Gabriel Leone (Foto: Divulgação)

A Netflix apresentou seu tradicional painel de novidades durante a programação do Rio2C nesta quarta-feira, dia 5 de junho. Entre todos os títulos anunciados, a plataforma deu maior destaque para a série “Senna”, uma produção feita em parceria com a Gullane Entretenimento que estreia em 2024 – 30 anos após a morte do piloto -, ainda sem data específica confirmada, e que foi definida pelos executivos do serviço como “o projeto mais ambicioso da Netflix Brasil até agora”

Também trata-se do maior projeto da história da Gullane, dos irmãos Caio e Fabiano Gullane, uma das maiores produtoras audiovisuais do Brasil. No painel, Fabiano contou que o trabalho começou 11 ou 12 anos atrás, inicialmente como uma ideia para um filme: “Rodamos o mundo para tentar viabilizar. Quando entendemos que o tamanho dessa história não caberia num filme, apresentamos o projeto para players e plataformas. A Netflix escolheu o ’Senna’, e foi incrível realizar com eles. Os times da Netflix do mundo inteiro ajudaram, sempre partindo de uma mesma paixão, visão e ambição com o projeto, o que também nos permitiu convidar os principais talentos que lideraram criativamente o projeto com a gente”. O produtor citou alguns desses nomes: Vicente Amorim, showrunner e diretor; Julia Rezende, diretora; Gustavo Bragança, roteirista-chefe; Azul Serra, na fotografia; Fred Pinto, direção de arte; e Marcelo Siqueira, efeitos especiais, entre outros. 

Haná Vaisman, diretora de conteúdo para séries de ficção da Netflix no Brasil, apresentou o projeto ao lado dos produtores e do ator Gabriel Leone, que interpreta o protagonista. “É a primeira vez que a história do Senna será contada em formato de ficção, e lançada para todos os países onde estamos presentes, o que nos traz ansiedade e também muita responsabilidade. Uma coisa muito particular dessa série foi o nível de paixão que uniu todos os envolvidos – pelo audiovisual, por fazer as coisas com excelência, pelo Ayrton Senna. A união entre paixão, dedicação e competência nos levou a um domínio artístico muito grande do projeto, além de segurança para nós de que chegaríamos onde queríamos”, afirmou Vaisman. 

“A paixão e a determinação são características que o próprio Ayrton tinha. Foi isso que engajou nosso elenco e equipe a se dedicar um pouco além”, observou Caio Gullane. “Esse show já nasce internacional por conta do próprio circuito da Fórmula 1. O Ayrton foi correr pelo mundo. Começamos a pesquisa nos países europeus, nesses circuitos, e logo entendemos que essa itinerância para um projeto tão grande não seria a melhor estratégia. Por isso, aprofundamos a pesquisa na América do Sul e encontramos na Argentina dois autódromos viáveis para servir de locação. Argentina e Uruguai funcionam muito para reproduzirmos a Europa. E o Brasil, claro, o protagonista da história, onde também filmamos muito, e a Inglaterra, onde rodamos o começo da série”, contou. 

Produção de escala global

O produtor destacou o fato de que a produção envolveu profissionais de diversos países pelo mundo. “O que guiou essas equipes, e isso sabemos porque ouvimos depoimentos de diferentes nacionalidades, foi o planejamento que nós tínhamos. Ao lado da Netflix, estávamos todos muito alinhados. O elenco, naturalmente pela história do personagem, também tinha pessoas de várias partes do mundo. Contamos com atores de 16 países diferentes. A integração entre tantas culturas e nacionalidades foi um processo de muito trabalho e conversa. Às vezes, eram 600 pessoas almoçando juntas”, relatou. “Mas é importante dizer que os cargos de liderança de todas as equipes eram de brasileiros – o que, para nós, é uma grande conquista e motivo de orgulho”, completou Fabiano Gullane. 

Um dos processos mais desafiadores da produção de “Senna” foi a construção dos carros de corrida. No evento, foi exibido um vídeo contando detalhes dessa etapa, que envolveu muita tecnologia e inovação. Essa construção dos carros começou cerca de dois anos antes do início das filmagens da série. Foram feitas 22 réplicas dos carros que Senna correu, além daqueles de seus principais rivais, com motores de corridas feitos especialmente para esses carros. Mas, como a demanda era de mais de 80 veículos, parte da produção se deu de modo virtual. “Com ‘Senna’, entendemos que o uso dos efeitos digitais é um passo definitivo no audiovisual. Para contarmos as histórias da melhor maneira, isso será cada vez mais usado”, apontou Caio. 

É claro que as expectativas para a estreia são muito altas. Vaisman acredita que “Senna” deixará um legado importante para o audiovisual brasileiro e para o público também. Fabiano reforça: “Desde o início nossa ambição para esse projeto é grande, e esperamos que ele inaugure um novo ciclo para a nossa indústria audiovisual no sentido de conquistar plateias internacionais. Torcemos para que ela faça uma grande carreira no Brasil, mas também conquiste o mercado e a audiência internacional. E, do ponto de vista pessoal, tenho o sonho de que essa série ajude a unificar e unir o Brasil, que vai sentar e assistir junto”. Por fim, Caio declarou: “Eu já desconfiava disso, mas esse projeto me fez ter certeza de que nós, brasileiros, estamos preparados para contar qualquer história. Temos que ter força e nos dedicar e chegaremos lá”. 

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