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Globo Filmes soma 140 filmes em diferentes fases de produção

A programação do RioMarket, área de negócios do Festival do Rio, desta segunda-feira, dia 10 de outubro, encerrou com um bate-papo entre Simone Oliveira (foto), head da Globo Filmes, e o diretor Jeferson De. A executiva falou sobre as recentes mudanças anunciadas na marca, que passam por uma renovação de logo, e também sobre o trabalho atual da empresa e as perspectivas para os próximos meses. 

“Fizemos essa mudança de marca motivados, entre outras coisas, pelas mudanças que a Globo vem fazendo. Sempre buscamos nos modernizar e correr atrás de novas tendências. A Globo Filmes tem 24 anos. O cinema é nossa principal e mais importante janela, mas ele já está no digital, mais moderno, então migramos pra esse olhar de todas as telas. Somos parte do ecossistema Globo e aproveitamos para, então, estarmos em diferentes plataformas, como cinema, TV aberta, fechada e streaming. É o que queremos mostrar com a marca nova”, contou Simone. 

“Temos uma longa história. São grandes comédias, das quais nos orgulhamos muito, mas não é só isso. São produções de todos os tipos, incluindo os filmes de arte. Buscamos sempre uma pluralidade. Temos tentando cada vez mais ter mais diversidade não só de projetos, mas também de equipes. Nosso corpo executivo, por exemplo, já é 100% feminino. Mas ainda estamos aquém do que deveríamos estar. É importante buscar esse olhar pros times e para as narrativas. Tem muito o que correr atrás”, afirmou. “Há ainda a questão regional. Temos já há algum tempo um projeto de telefilmes regionais, que é uma maneira que buscamos até para conhecer novos talentos. Hoje, o projeto está nas praças de BH, Recife e Brasília, e já aconteceu pontualmente em outras localidades também. São filmes 100% locais. É interessante essa busca, que nos ajuda inclusive a formar banco de talentos. Estamos tentando trazer isso também para os longas, e não ficar somente nos telefilmes”, acrescentou. 

Projetos de produtoras independentes 

A Globo Filmes é bastante visada pelas produtoras audiovisuais que querem trabalhar com parcerias e coproduções. A empresa está aberta a receber projetos de ficção ou documentário, mas é importante que o projeto seja enviado com o maior número de informações que for possível – especialmente sobre diretor, roteiro e produtoras envolvidas. O diretor já tem que estar definido – o ideal é que a visão dele já esteja inclusa no material enviado -, o roteiro deve estar cadastrado na Biblioteca Nacional e a equipe de produção deve conter uma produtora cadastrada na Ancine como proponente. No caso de produtoras muito pequenas, é possível contar com mais de uma para compor o time. “Analisamos todos os projetos que recebemos. Às vezes demora, mas sempre damos um retorno. Os projetos são lidos pelos nossos pareceristas – temos dez trabalhando com a gente – e depois eles passam por uma análise pela área de conteúdo e executiva para entender se ele é viável. Às vezes o projeto é ótimo, mas já temos algo parecido, aí não funciona para nós. Precisamos ter um mix plural na nossa carteira de projetos. Estamos com obras até 2026, mas com alguns gaps que ainda precisamos preencher. Nosso orçamento disponível está diretamente atrelado à Globo, dependemos das compras que ela faz. Então são valores variáveis”, explicou a diretora. “A prioridade é que seja uma boa história. É óbvio, mas é realmente o mais importante. Queremos contar histórias que cativem, emocionem e inspirem”. 

Parcerias internas 

Hoje, a Globo Filmes está sob a mesma diretoria do Globoplay, o que resulta em diversos projetos em parceria. A plataforma de streaming pode, por exemplo, entrar como coprodutora e licenciadora. “Principalmente durante a pandemia, quando recursos como o FSA ficaram paralisados, fechamos diversos negócios com o Globoplay, para conseguir financiar tudo dentro do grupo. O Telecine também pode entrar nesse papel de coprodutor e licenciador. Atualmente, o Globoplay tem filmes originais, mas que têm o cinema como primeira janela. Estamos lado a lado, com nossas áreas de conteúdo trabalhando juntas, sendo que a Globo Filmes traz sempre esse olhar para o cinema e, o Globoplay, tem a visão do streaming. Não estamos trabalhando em nenhum original que não passe pelo cinema. Isso acrescenta valor para o produto, em termos econômicos e de experiência também”, pontuou. 

Outras parcerias internas possíveis são com os canais – como GloboNews, com quem a Globo Filmes tem trabalhado bastante na produção de documentários, ou ainda o GNT, Canal Brasil e Gloob – este, no caso de produções voltadas ao público infantil. “Nesses casos, as obras passam por diferentes janelas, e essas janelas se retroalimentam. Para nós, é muito positivo”, analisou Simone. 

Próximos filmes 

Nesse momento, a Globo Filmes soma 140 filmes, em diferentes fases de produção. Durante a pandemia, foram rodados cinco longas. Neste ano, 17, sendo oito que começarão as filmagens agora no trimestre final do ano. “É a prova de que o mercado voltou com tudo mesmo”, apontou. 

Entre os destaques dos projetos futuros, estão “Minha Irmã e Eu”, uma comédia com Tatá Werneck e Ingrid Guimarães, com direção de Susana Garcia, previsto para novembro; “Tá Escrito”, filme com Larissa Manoela, dirigido por Matheus Souza; “Carolina”, de Jeferson De, em desenvolvimento; uma releitura de “Macunaíma” pensado para os dias de hoje, dirigido por Felipe Bragança e Zahy Guajajara; “Amores Surdos”, de Grace Passô; “Guitar Girl”, longa focado no público negro e jovem, mas sem falar de dificuldades, com direção de Gil Baroni e roteiro de Maíra Oliveira ao lado de Adriel Nizer; “Ó Pai, Ó 2”, com direção de Monique Gardenberg, que está sendo filmado neste momento em Salvador; “Manas”, primeiro longa de ficção de Marianna Brennand, que será filmado em Belém com Dira Paes e outros nomes do elenco local, com foco em populações ribeirinhas; e “Grande Sertão Veredas”, do Guel Arraes, que trará um novo olhar para o clássico de Guimarães Rosa e já está próximo do lançamento.

Futuro das salas de cinema 

Apesar das dificuldades da retomada do público nas salas de cinema, que ainda não atingiu os números já vistos no pré-pandemia, a visão da head da Globo Filmes é otimista. “Os hábitos de consumo mudaram muito, ainda estamos buscando entender. No ano que vem, faremos uma grande pesquisa de mercado, a fim de investigar que tipo de filme precisamos fazer – lembrando que tem que ter inovação, e não só o que o público quer ver. Mas essa busca é importante e, nesse caminho, contamos com o olhar da Globo. Já fizemos duas campanhas pela volta ao cinema e faremos mais uma”, adiantou. “Outro ponto importante são as conversas com os exibidores para o desenvolvimento de iniciativas como a Semana do Cinema, que obteve resultados excelentes. A política de redução de preços é importante. Estamos conversando para entender, sabendo o lado deles, que é complexo, pois ficaram dois anos com as salas fechadas. É importante que existam iniciativas nesse sentido, para levar o público que quer ir ao cinema mas, às vezes, não pode bancar”, concluiu. 

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