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KondZilla quer consolidar atuação como produtora audiovisual

A marca “KondZilla” hoje se refere a uma gama enorme de projetos – entre eles, gravadora, produtora, portal de notícias, rede de influenciadores, marca de licenciamento de produtos e festival. Trata-se da maior comunidade digital do Brasil, com números que impressionam: um canal do YouTube com 66 milhões de inscritos (o que representa cerca de 30% da população brasileira), o maior canal de música da América Latina e o primeiro conteúdo brasileiro a bater um bilhão de visualizações no YouTube, entre outros resultados positivos. Nesta terça, 11, Konrad Dantas (KondZilla), CEO, e Rafaella Giannini, diretora de produções originais da KondZilla, estiveram no RioMarket, área de negócios do Festival do Rio, apresentando um pouco da história da empresa e falando da próxima empreitada, que consiste na consolidação da KondZilla como produtora audiovisual. 

O trabalho com a produção audiovisual já está em andamento – KondZilla assina, por exemplo, a criação e a direção de alguns episódios da série “Sintonia”, da Netflix, que contou com a produção da Los Bragas e, posteriormente, da Gullane. A série já foi inclusive premiada no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro como melhor série de ficção para TV Paga ou OTT. “Em todos os projetos que estive, sempre briguei por cada detalhe. Hoje, quero assumir a produção dos projetos com o objetivo de equilibrar melhor esse cabo de guerra entre o criativo e a produção. Entendo que isso faz parte do negócio, mas quero equilibrar essa relação”, afirmou Konrad. 

A KondZilla é uma forte parceira do Paramount+ atualmente, assinando junto da Adventure Studios a produção de “Funkbol”, série documental que conta com a participação de grandes nomes do cenário do funk e do futebol brasileiro e que já está disponível na plataforma, e de “Escola de Quebrada”, longa-metragem com estreia prevista para 2023. O filme foi criado e dirigido por Kaique Alves, que trabalha com KondZilla desde os 14 anos. Natural da Zona Leste de São Paulo, ele foi estudar na New York Film Academy da Califórnia – com investimentos do próprio Konrad – voltou para o Brasil e, hoje, assina esse seu primeiro longa, aos 23 anos. A história de Kaique é um exemplo do que KondZilla deseja fazer, que é amplificar e potencializar as vozes dos jovens criativos das periferias. 

Investimentos em capacitação 

Nesse sentido, entra em cena o trabalho do Instituto KondZilla, cujo foco é justamente investir nesses jovens e prepara-los para trabalharem no mercado audiovisual. “O mundo não é feito só de cantores e atores. Ouço de todos os players que a demanda por mão de obra qualificada é real. Os canais e plataformas estão vindo cada vez mais pro Brasil, então a tendência é que essa demanda siga crescendo. Não adianta darmos protagonismo só para quem está na frente das câmeras. Senão, quem vai executar os projetos? A ideia central do Instituto é capacitar os jovens das periferias. Sempre digo: ‘Fé em Deus e nas crianças da favela’. Quero trazer isso para o mercado”, disse KondZilla. 

“Além disso, não é só a parte técnica e artística. Tem também os times de tecnologia e estratégia, que são muito importantes. É essencial fazer acordos com os canais na distribuição para garantir que seu conteúdo tenha destaque. Foi o maior esforço e um sonho fazer ‘Sintonia’. Mas se não estivesse na homepage da Netflix, que posição do ranking a série ia estar? É isso que sempre busquei negociar com gravadoras e canais de música e, hoje, busco com os players do audiovisual também. Não sei se o Brasil sabe a quantidade de coisas que são produzidas aqui. No fim, acabamos só mandando dinheiro lá pra fora. Precisamos valorizar nosso território e escolher consumir histórias que sejam parecidas com as nossas”, completou. 

E entre os próximos projetos, há ainda a série documental “The Beat Diaspora”, que vai destacar os gêneros musicais do Hemisfério Sul por meio da conexão e influência da Afrobeat, ritmo africano popularizado no mundo inteiro, e que será lançada no canal do YouTube do KondZilla, como um projeto do YouTube Originals que conta ainda com a coprodução da MyMama Entertainment. 

Próximos passos 

“Sempre trabalhamos com coprodução mas, agora, estamos buscando canais que nos permitam atuar como produtora audiovisual. Dependendo do projeto, é claro que ainda vale mais a pena fazer coprodução, até porque tem coisas nas quais somos especialistas e outras que estamos aprendendo agora. Estamos nos organizando, em um processo de comunicação com os players, e a perspectiva para o ano que vem é já engatilhar outros projetos que estão em desenvolvimento agora, como séries e longas”, explicou Konrad. 

Promoção de conteúdos 

Rafaella Giannini, que hoje é diretora de produções originais da KondZilla, trabalhou na HBO Latin America por cinco anos e, agora, volta os olhares para uma questão que sempre considerou problemática, que é a divulgação dos conteúdos. “Nós, produtores, fazemos esforço para produzir, mas no fim não há a mesma quantidade de investimento em produção. Sempre senti falta disso. Não podemos depender só do talento. Por exemplo: às vezes as pessoas que trabalham com o Konrad acham que é só ele postar nas redes sociais dele que o conteúdo já vai bombar, e não é bem assim. Nós ainda precisamos mais desse olhar publicitário que quem já nasceu no digital tem. Isso demanda estratégia e orçamento, não é de graça. Tem esse lugar que precisamos quebrar. Entendo que mudar uma cultura de trabalho é difícil. Mas não podemos ter esse costume de gastar o dinheiro na produção e, depois, não querer investir em marketing. Aí os conteúdos não terão os resultados que merecem”, pontuou. 

Konrad concorda – e justamente pensando nessa questão, firmou parcerias com alguns sites de notícias, como o Popline, por exemplo. “O objetivo dessas parcerias é ir ‘esquentando o assunto’ dos nossos lançamentos. Tem muita oferta de música e de audiovisual atualmente. Eu, como criador e produtor, quero participar desse marketing. Não podemos lançar os projetos e depois abandonar, achar que vai performar bem sozinho. Isso vale pra música e para o audiovisual também. É um trabalho de pré e pós. Tenho investido bastante nisso com canais e plataformas que trabalham comigo”, concluiu. 

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