MERCADO
12/02/2021, 17:36

Claudia Costin é a nova diretora de educação da TV Escola

Claudia Costin é a nova diretora de educação da TV Escola, canal de educação da Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (ACERP), uma organização social federal com quase 100 anos de história na área de educação no Brasil. 

Segundo o presidente da ACERP, Francisco Câmpera, a escolha de Claudia Costin se deu por ela ser hoje uma das maiores referências em Educação no país e no exterior. "É a pessoa certa para nos ajudar a elevar a TV Escola a um novo patamar de inovação e excelência. Também será a diretora educacional em todos os projetos da ACERP", comenta por meio de nota. 

Além disso, Costin vai apresentar o programa "Salto para o Futuro", transmitido de segunda a sexta-feira pela TV Escola, cujo foco é a formação e atualização continuada de professores de ensino Fundamental e Médio e a discussão de políticas públicas para o setor. No ar desde 1991, o programa é interativo e se tornou referência para professores e educadores.

O "Salto para o Futuro" conta com orientadores educacionais, que coordenam os trabalhos em aproximadamente 600 telepostos, distribuídos em todo o território brasileiro, e tem momentos interativos que possibilitam aos professores, reunidos nesses espaços, um contato "ao vivo" com os debatedores dos temas em análise. Embora seja especificamente produzido para o aperfeiçoamento de professores e educadores em exercício, em alguns municípios o programa também é utilizado como apoio aos cursos de formação de professores para as séries iniciais, ficando a critério de cada estado a avaliação e a certificação dos participantes.

"Temos que fazer com que o professor passe a se valorizar mais e valorizar o seu fazer, de forma que a sociedade entenda, como pode entender durante esse período de afastamento das escolas, a complexidade do trabalho do professor. Então, a minha ênfase no comando do programa será no diálogo com os professores e na valorização da profissão", afirma Costin. 

Sobre a importância da televisão como ferramenta de educação, a nova diretora observa que "quando não se tem conectividade de banda larga, como no caso de boa parte da população no Brasil, a televisão pode ser uma alternativa muito interessante. Isso já acontece, por exemplo, nas escolas rurais, onde a TV Escola é distribuída. Mas a pandemia, com a suspensão de aulas presenciais, iluminou essa experiência e mostrou que não se pode subestimar o potencial da televisão". Para a especialista, que também é diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da Fundação Getulio Vargas, cada vez mais haverá uma conexão entre várias mídias para se levar aprendizado às pessoas. E a televisão integra de forma importante esse ecossistema.

Focar na questão da aprendizagem emergencial remota será uma das prioridades no início do seu trabalho na TV Escola: "Vamos ajudar os estados e municípios que assim o desejarem a ter material de qualidade para um ensino que, mesmo com a volta às aulas acontecendo, será uma situação de ensino híbrido. Isso pode inaugurar uma nova era de ensino híbrido, que para as escolas públicas vai ser muito importante". 

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