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“A Vida Pela Frente”, nova série do Globoplay, reflete a intensidade do final da adolescência e traz dilemas atemporais

Liz (Nina Tomsic) e Beta (Flora Camolese) em "A Vida Pela Frente" (Foto: Divulgação/ Globoplay)

Diferentes gerações se encontram em “A Vida Pela Frente”, nova série Original Globoplay que será lançada em duas partes: os cinco primeiros episódios chegam na data de estreia, em 22 de junho, e a outra metade em 6 de julho. A produção reflete a intensidade do final da adolescência e o início da vida adulta e seus dilemas atemporais. Leandra Leal, Rita Toledo e Carol Benjamin são as criadoras da obra, produzida por Maria Barreto – todas sócias da Daza Filmes, produtora da série. Dirigida por Leandra Leal e Bruno Safadi, conta com supervisão de roteiro de Lucas Paraizo.     

Ambientada na virada do milênio, entre 1999 e 2000, no Rio de Janeiro, a trama mergulha em seus dez episódios nessa volta ao tempo repleta de referências pop e aborda temas muito atuais ao debater saúde mental, responsabilidade afetiva, luto, sexualidade, romance, drogas, diversão, festas, pertencimento e descoberta da homoafetividade. Na trama, Beta (Flora Camolese), Cadé (Jaffar Bambirra), Marina (Muse Maya), Vicente (Henrique Barreira) e JP (Lourenço Dantas), amigos que estudam juntos, são impactados com uma novidade: Liz (Nina Tomsic), uma menina tímida e enigmática que entra na escola e, mesmo sem intenção, movimenta as relações entre os jovens com sua chegada. 

Além de ser uma das criadoras da produção e fazer sua estreia na direção de uma obra de ficção, Leandra Leal interpreta Tereza, uma mãe solo e superprotetora. A série traz elementos e referências vivenciadas na adolescência da própria Leandra e de suas amigas desde o colégio: Rita Toledo, Carol Benjamin e Maria Barreto – todas da equipe do projeto. “A série traz coisas que aconteceram com a gente, outras que só ouvimos falar, que vimos. Por isso tem essa base muito importante. Falamos de uma fase que, para nós, é muito potente – de intensidade, descoberta e primeiras vezes. Ela se passa no final da adolescência, o último ano de colégio dessa turma e a vida pela frente de cada um, que pessoas vão ser, como vão lidar com tudo. É aquele momento em que você se depara com dilemas e questões que vai enfrentar ao longo da vida. A história tem um acontecimento trágico, mas não se concentra só nisso. E fala da adolescência, mas não é só para adolescentes”, disse Leandra Leal em coletiva de imprensa realizada nesta quarta, 14. 

“Tínhamos esse desejo de falar da adolescência. Somos amigas que se conhecem desde antes da adolescência, por isso compartilhamos muitas histórias, vivemos muita coisa juntas. Compartilhamos essa ideia de que a adolescência é um momento especial, somos apaixonadas por esse tema. Por isso queríamos falar desse período e especialmente desse aspecto, que às vezes é renegado, que são as questões difíceis. A adolescência tem um lado maravilhoso de festas e descobertas mas, ao mesmo tempo, de dores e dificuldades. São muitos problemas de comunicação, com os pais, a dificuldade de botar sua identidade no mundo. Tudo isso é muito rico. Na minha adolescência, assisti a muitas séries e filmes. Queria que ‘A Vida Pela Frente’ tivesse essa função também, do público se ver, se reconhecer, se inspirar, entender suas questões a partir dos personagens e aprender. Construimos uma série densa, sem receio de ir fundo nas emoções”, completou Rita Toledo, uma das criadoras. 

Para Carol Benjamin, que completa o trio de criação, a adolescência é um período que consiste na passagem para quem você vai se transformar, quase um luto de tudo aquilo que você já viveu. O luto, por sinal, é um tema que aparece no desenrolar da história. “A experiência de viver lutos quando você é adolescente é muito formativa”, pontuou. “Trouxemos para a série não uma, mas algumas experiências que nos atravessam e que suponho que atravessem adolescentes de forma universal e atemporal”, acrescentou. 

Nesse sentido, Leandra ressaltou: “A contribuição dos atores em todo esse processo foi muito importante. A adolescência é uma experiência atemporal, há muitos dilemas em comum em diferentes épocas. Buscamos não tratar o público adolescente como bobo. Falamos com ele com muita sensibilidade e jogamos honestamente, com a realidade. É um lugar deles se reconhecerem, nos sentimentos e relações ali retratadas. E tivemos ainda a preocupação de construir cenários, visuais e figurinos que se comunicassem com os jovens de hoje em dia”. 

Henrique Barreira interpreta Vicente na produção. Para ele, “‘A Vida Pela Frente’ inaugura um tipo de narrativa jovem que o Brasil pode produzir. Que trata a adolescência como um período heroico. Você passa por experiências novas sem preparação, suscetível a tudo. O adolescente é um herói mesmo”. O ator completou: “A série teve a responsabilidade de falar daquela época sabendo que estamos em 2023. Houve uma troca muito importante entre elenco e criadoras – de referências e também geracional”. 

Acompanhamento psicológico 

Um dos intuitos da série é observar essa fase, uma das mais intensas e cheia de euforia, experimentação, superação, descobertas e conflitos comuns a muitos jovens. Por esta razão, para acompanhar a criação da produção desde a sala de roteiros, formada por Carol Benjamin, Fernanda Frotté, Rita Toledo e Victor Nascimento, foi convocada a consultoria da psicanalista Laura Sarmento, que trabalha há mais de 20 anos na área de saúde mental pública, atuando mais diretamente nos campos da infância e adolescência.   

O elenco reúne ainda Angela Leal, Estrela Straus, Rodrigo Pandolfo, Ângelo Antônio, Stella Rabello, Claudio Mendes, Letrux, Helena Bonjour, Luiz Henrique Nogueira, Gustavo Vaz, Yara Charry, Josie Antello, Raquel Paixão e Rafael Saraiva. Os roteiros foram escritos por Rita Toledo, que também assina a redação final, Carol Benjamin, Fernanda Frotté e Victor Nascimento, com supervisão de Lucas Paraizo. A direção é de Bruno Safadi e Leandra Leal. A série conta com produção de Maria Barreto, que assina a produção executiva com Marcello Ludwing Maia. 

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