Satélites
14/09/2012, 23:11

Hughes operará no Brasil com três satélites, em bandas Ku, Ka e S

POR REDAÇÃO

Existe uma grande expectativa no mercado de satélites sobre a chegada da operadora Hughes no Brasil. Vencedora de uma das posições orbitais mais caras do mundo, adquirida no leilão de 2011 por um lance de R$ 145 milhões, a operadora deve viabilizar a entrada da operadora de DTH Dish no Brasil. Segundo Délio Morais, presidente da Hughes Networks Systems do Brasil, ainda não há uma definição sobre como a Hughes chegará. "Nossa outorga está paga e a decisão de entrar é firme. Mas não está definido a forma que vamos explorar o direito, se será diretamente, parceria, joint venture, aliança estratégica. Qualquer comentário é meramente especulação. Não tem decisão tomada ainda", disse ele, evitando comentar se existe uma negociação com a Telefônica como se comenta no mercado. Ele participou do Congresso Latino-americano de Satélites, realizado pela Converge nesta sexta, 14, no Rio de Janeiro.
Segundo ele, o tempo para que a Hughes entre em operação é função dessa definição de como. "Por exemplo, se optarmos por uma joint venture, isso precisa passar pelo novo Cade, e aí o tempo de aprovação pode chegar a oito meses".
A ideia da Hughes é operar três tipos de frequências e pretende ter um satélite para cada uma. O primeiro satélite será em banda Ku BSS (cuja frequência é otimizada para a prestação de serviços de vídeo, ocupando uma faixa livre de interferências terrestres). Provavelmente será por este satélite que a Dish iniciará suas operações. A Hughes também planeja um super-satélite em banda Ka para a oferta de banda larga ao consumidor final. E um terceiro satélite deve operar em banda S. Ao todo, a empresa tem cinco anos para ocupar as duas posições orbitais que conquistou no leilão.
Nos EUA, a Hughes lançou recentemente seu segundo super-satélite em banda Ka e deve iniciar as operações comerciais em duas semanas. O satélite tem capacidade para 110 Gbps de tráfego simultâneo.
Délio Morais explica que a Hughes continuará, apesar dessas iniciativas próprias, operando no Brasil com  capacidade de terceiros e manterá os contratos em banda Ku e banda C que tem com outras empresas operadoras de satélite. "Se alguém tiver capacidade sobrando, eu compro", diz. Essa capacidade destina-se, segundo Délio Morais, ao atendimento dos clientes corporativos. "Com nossos próprios satélites vamos atender ao consumidor final", diz.

Banda larga

Sobre a oferta de banda larga ao consumidor final, a Hughes deve repetir o modelo de negócios que está explorando nos EUA, onde o satélite de alta capacidade em banda Ka é utilizado para oferta de banda residencial. "Não tenho foco no Plano Nacional de Banda Larga porque a conta não fecha. Mas ficar só na Avenida Paulista também não é o caso.  Temos que ir no meio termo, nas cidades nem tão competitivas mas que têm demanda."
Ele explica que o grande desafio de operar banda larga via satélite é que o planejamento para os próximos 15 anos precisa ser feito agora, já que o satélite, depois de colocado no espaço, não pode ter a capacidade ampliada.
A Hughes já trabalha na segunda geração de satélites de alta capacidade. "A próxima geração é de 200 Gbps a 300 Gbps de capacidade e peso de oito toneladas. Mas isso é para daqui a quatro ou cinco anos, porque hoje não existe nem foguete preparado para colocar essa carga em órbita", diz.

Comentários

1 Comentário

  1. Avatar Hamilton disse:

    quem sabe qual o satélite da Hughesnet Brasil

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