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Oi confirma composição de novo conselho e acordo da Pharol com Tanure

Foto: mali maeder/Pexels.com

Na noite da quarta-feira, 14, a Oi confirmou por meio de fato relevante a nova composição do conselho de administração – e, por consequência, o acordo entre a Société Mondiale, ligada ao empresário Nelson Tanure, e a Pharol, antiga Portugal Telecom e maior acionista da Oi. Segundo a companhia, reunião ocorrida também na quarta e autorizada pelo Juízo da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro nomeou como membros titulares o ex-ministro das Comunicações Hélio Costa e o ex-presidente do BNDES e da Telefónica, Demian Fiocca. Eles assumem as vagas de Marcos Grodestzky e Flávio Nicolay Guimarães, que anunciaram suas renúncias nos últimos dias.

A nomeação dos novos membros será submetida à ratificação pelos acionistas em assembleia geral ainda sem data prevista. Além disso, a recomposição do conselho será submetida à anuência prévia da Anatel.

Como suplentes foram nomeados os executivos da Petro Rio, Pedro Grossi Junior (que também já foi administrador da Oi) e Blener Braga Cardoso Mayhew; e os executivos ligados à Pharol, o diretor de relacionamento com investidor Luís Manuel da Costa de Sousa de Macedo e o membro do conselho da PT, José Manuel Melo da Silva. Destacam-se ainda como suplentes os nomes do próprio empresário – seu nome completo é Nelson Sequeiros Rodriguez Tanure – e de seu filho, Nelson de Queiroz Sequeiros Tanure.

Alguns dos nomes sugeridos na tentativa de convocação da assembleia para o último dia 8 de setembro não foram incorporados, como o caso do ex-BNDES e ex-CVM, Durval José Soledade Santos. Tanure queria ainda a saída de membros da Pharol no conselho da Oi, como Luís Maria Viana Palha da Silva, o que acabou não acontecendo. José Mauro Mettrau Carneiro da Cunha continua na posição de presidente do conselho. Confira a composição completa na tabela abaixo:

conselho-oi

Antes do acordo, Pharol e a Société Mondiale trocaram farpas em agosto. A antiga Portugal Telecom alegou que a assembleia seria uma “tentativa clara de tumultuar todo o processo em andamento”, referindo-se à recuperação judicial. Disse também que há “proliferação de manobras judiciais e administrativas, promovidas por um grupo específico de acionistas”, que “tem como consequência trazer instabilidade para a companhia justamente no momento em que constrói seu plano de recuperação”. Em resposta, a Société Mondiale disse que a Pharol invoca o judiciário brasileiro “de forma torpe, para obter uma vantagem indevida”, e que tenta extrair um “salvo-conduto para seus próprios malfeitos”. Alegou também que a holding portuguesa estaria usando a Oi para atender a interesses próprios.

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