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Com direção geral de Vera Egito, “Dois Tempos”, do Star+, traz questões cruciais para mulheres de diferentes épocas

Leonardo Bianchi (Thiago) e Sol Menezzes (Paz) em cena da série “Dois Tempos” (Foto: Divulgação)

No último dia 10 de maio, o Star+ estreou sua nova produção nacional, “Dois Tempos”, estrelada por por Mari Oliveira e Sol Menezzes e com um enredo que mistura drama, comédia e fantasia. São oito episódios de cerca de 35 minutos de duração cada, e todos já estão disponíveis na plataforma. 

A série conta a história de Paz (Sol Menezzes) e Cecilia (Mari Oliveira), duas garotas de épocas diferentes que viajam no tempo e acabam trocando de corpos. Paz é a influenciadora brasileira mais importante de 2022, mas vê seu mundo desmoronar quando é cancelada na internet, perdendo seguidores e contratos. Cecilia é uma escritora de 1922 que é forçada a aceitar um casamento arranjado. Trancadas em seus quartos e sem perspectiva de escapar de seus destinos, as duas fazem o mesmo pedido: “Eu não quero muito, só quero ser livre!”. O universo as escuta e as duas jovens viajam no tempo e uma acorda no corpo da outra. Vivendo em séculos diferentes, elas vão encarar as dores e delícias das novas realidades, enquanto repensam as questões femininas de suas respectivas épocas e descobrem seus novos papéis no mundo. 

Além das protagonistas Mari Oliveira e Sol Menezzes, o elenco conta também com Paulo Rocha, Leonardo Bianchi, Isabella Moreira, Luiza Nery, Dadá Coelho, Agda Couto, Martha Nowill, Isabela Mariotto, Breno Ferreira, Pâmela Germano, Duda Pimenta, Nicolas Ahnert, Letícia Novaes (Letrux) e Túlio Starling, entre outros.

“Por um lado, são praticamente duas séries, porque são dois elencos – muitos atores nem se conheceram pessoalmente – e dois cenários. Mas eu não me senti fazendo duas séries, porque conseguimos, junto com a direção de arte e a fotografia, criar uma unidade estética bastante conectada entre as duas épocas, dentro dessa proposta de fantasia. O clima e o visual das duas se conectam. A missão era justamente essa: pegar esse roteiro, onde histórias acontecem em paralelo, e conectá-las visualmente e conceitualmente. E acho que conseguimos fazer isso bem”, contou Vera Egito, diretora geral da série, em entrevista para TELA VIVA. 

“Dois Tempos” traz um universo de jovens adultos e, por isso, aborda questões muito comuns à idade, como as sensações de angústia e ansiedade e a vontade de tomar conta da própria vida. “São mulheres de duas épocas diferentes vivendo esse momento, de querer tomar conta de si própria e conquistar sua autonomia. Mas elas dão de cara com sociedades onde isso não é tão simples assim – especialmente para mulheres. Não tem como negar que obviamente muita coisa evoluiu. Mas nem tudo mudou e, algumas coisas, apesar de terem mudado, não foi para melhor. O que conecta a situação das mulheres nos dois casos é a mesma cultura, que é de controle sobre as ideias e os corpos femininos. Através da fantasia e da comédia, abordamos questões que eram e ainda são cruciais mas de forma leve, com linguagem para o jovem. Mostramos, por exemplo, como a mulher é taxada de louca quando se coloca ou quando ousa questionar o sistema no qual está inserida. Aconteceu no passado e ainda acontece no presente. O entendimento de sociedade ainda é o mesmo”, observou Vera. 

Para ela, a série é um conteúdo para ser assistido em família, justamente porque carrega questões que são comuns a diferentes gerações: “A história também traz essa relação com os pais, madrasta, padrasto. Falamos desse conflito de gerações e como esse mesmo controle se dá com mulheres mais velhas e como elas lidam com isso de maneira diferente”. 

A diretora ainda lembrou que, no início do processo de pesquisa de referências e estéticas, o diretor de arte Billy Castilho trouxe à tona o Modernismo – inclusive, a parte do “passado” da série é ambientada em 1922. “Começamos a extrair cores dos quadros modernistas. A estética acabou reunindo esse exagero de cores, brasilidade e tropicalidade dos modernistas. Todo o projeto de arte foi pensado a partir dessa paleta de cores – até as pinturas que aparecem nos episódios partiram dessa inspiração”, afirmou. 

E, combinando drama, comédia e fantasia, “Dois Tempos” traz, segundo Vera, “essa característica do pop de juntar referências e gêneros para atingir a audiência e estar contemporâneo”. Ela completa: “O roteiro já tinha isso e, na parte estética, fomos tentando frisar e aprofundar. A pós-produção teve um papel muito importante nisso também”. 

Produzida pela Cinefilm, “Dois Tempos” é uma série original brasileira do selo Star Original Productions, e tem direção geral de Vera Egito e direção de fotografia de Camila Cornelsen. A concepção artística e a direção de arte são de Billy Castilho, com figurinos de Joana Porto. Os roteiros foram escritos por Mariana Tesch, Otavio Chamorro, Caroline Margoni, Tainá Muhringer e Ariana Saiegh, que também é criadora da série.

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