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Produção da Feel the Match com a Kromaki, “Romário – O Cara” é a série mais vista na Max no Brasil

(Foto: Divulgação/ Diego Padilha)

Lançada na Max, a plataforma de streaming da Warner Bros. Discovery, no final de maio, a série documental nacional “Romário – O Cara” segue ocupando a primeira posição entre os conteúdos seriados mais vistos no serviço no Brasil. A produção apresenta a trajetória de Romário até a histórica conquista do tetracampeonato mundial em 1994, que completa 30 anos no próximo mês de julho, e ainda revela quais foram as motivações do “Baixinho”, como é conhecido, durante os momentos decisivos de sua carreira.

Dirigida por Bruno Maia e produzida por Feel the Match e Kromaki, “Romário – O Cara” recupera as origens e reconstrói os caminhos traçados por um dos maiores atacantes de todos os tempos. O arco narrativo começa em 1992, quando o jogador é colocado no banco de reservas da Seleção Brasileira, entra em conflito com a comissão técnica e fica de fora de importantes convocações seguintes. Entre idas e vindas cronológicas, a série se desenrola até o seu retorno à seleção, que culmina com as conquistas da Copa do Mundo de 1994 e do prêmio de melhor jogador do planeta do mesmo ano.  

A série é uma produção da Feel The Match e Kromaki para a Warner Bros. Discovery, dirigida por Bruno Maia. Pela WBD, assinam a produção Sergio Nakasone, Adriana Cechetti e Patricio Díaz. Pela Feel the Match e Kromaki, a produção ficou a cargo de Rodrigo Letier, Bruno Maia, Roberta Oliveira, Anna Julia Werneck e Victor Hugo Fiuza.   

Personagem que traduz o Brasil da época

Em entrevista exclusiva para TELA VIVA, o produtor Rodrigo Letier contou como a Kromaki entrou no projeto: “Durante a pandemia, eu e o Bruno Maia (diretor) estávamos assistindo à serie ‘The Last Dance’, da Netflix, sobre o Michael Jordan, e começamos a trocar ideias sobre ela. É uma série com uma estrutura narrativa muito legal, que conta a história do último tricampeonato do Chicago Bulls enquanto narra a trajetória do Michael Jordan. Achamos essa estrutura muito bacana, instigante e inteligente. E nós queríamos nos unir para fazer alguma coisa parecida. Daí, pensamos: Quem é o Michael Jordan brasileiro? Romário! E então começamos toda a pesquisa, fomos escrevendo a história e desenhando a série, até ela estar pronta para ser oferecida ao mercado”. 

Nesse processo, ele ressaltou que a pesquisa foi muito profunda e séria, com uma equipe qualificada. Tudo partiu de uma mesma premissa – um recorte que começa em dezembro de 1992, num amistoso Brasil x Alemanha, em Porto Alegre. “O Romário é convocado, mas fica no banco. Insatisfeito, ele briga, sai atirando para todos os lados, vocifera. O Parreira e o Zagallo decidem cortá-lo da seleção, em represália ao comportamento dele. Só que a seleção começa a ir muito mal nas eliminatórias de 93, enquanto o Romário, na Europa, arrebenta. Ele é campeão pelo PSV, na Holanda. Depois é transferido para o Barcelona, ganha um monte de coisa, tem um início incrível no time. E então Zagallo e Parreira se rendem, chamam o Romário de volta para o último jogo das eliminatórias, um Brasil x Uruguai. O Brasil ganha, vai pra Copa e é tetracampeão”, relembrou. 

E, como acontece na maioria dos projetos biográficos, “Romário – O Cara” parte de um personagem bastante conhecido, querido por muitos, mas também rodeado de polêmicas. Para Letier, Romário é um personagem que traduz o Brasil da sua época e, a partir da história dele, é possível falar do próprio País. “Achamos isso essencial quando imaginamos a série. Não queríamos focar apenas na personalidade, fazer algo meio egotrip. Queríamos dar contexto à ‘obra’, que no caso é a carreira dele. Além disso, a gente tem a sensação de que as pessoas estão com uma certa saudade de um ídolo brasileiro polêmico e controverso, porém carismático, como ele foi. Acabou enveredando pela política, e a gente esquece que, antes, houve aquele jogador extraordinário, com traços muito brasileiros, habilidoso, baixinho”, observou.

“A série mostra bem isso, mostra o auge da carreira dele e esse comportamento controverso, mas engraçado dele. E todo mundo narra isso com muito bom humor. Enfim, é a história de um ídolo do futebol que enfrentou vários desafios e, a seu modo, do seu jeito, conseguiu vencer e trouxe a Copa do Mundo”, finalizou o produtor. 

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