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Sandra Kogut apresenta a exposição “No Céu da Pátria Nesse Instante”, derivada do documentário homônimo

(Foto: Guga Ferreira)

A cineasta Sandra Kogut apresenta seu novo projeto, “No Céu da Pátria Nesse Instante”, uma instalação de audiovisual expandido, no Sesc Niterói, de 20 de junho a 20 de julho, com visitação aberta e gratuita de terça a sábado. A mostra é um desdobramento do projeto do qual faz parte o documentário em longa-metragem homônimo, premiado no 56º Festival de Brasília e com estreia comercial prevista para o fim deste ano. Explorando o potencial multiplataforma do trabalho, Kogut desenvolveu conteúdos diferentes para o cinema e para a instalação a partir de uma mesma ideia e do mesmo material.

Na exposição, a artista utiliza registros que vão além do longa. “Queria não só fazer um filme, como também uma instalação com esse material tão vasto e tão rico, porque tem coisas que não cabem no formato de cinema”, explica. Em cena, ela reúne registros de pessoas que participaram ativamente das eleições de 2022, numa espécie de retrato audiovisual de um país dividido. O diferencial é que, para que o visitante possa compreender o que está sendo projetado, ele precisa interagir com o outro, com o vizinho, numa simbologia de reconexão entre as pessoas. Numa sala escura, são projetadas frases no ar. São comentários de cidadãos comuns sobre as eleições de 2022, recolhidos ao longo de 2022 e 2023. Ao entrar no local, as pessoas são atingidas por frases que representam posições políticas diversas, tornando-se elas mesmas as telas.

A exposição conta também com um trabalho sonoro de O Grivo, grupo de música experimental formado pelos mineiros Nelson Soares e Marcos Moreira. Com o apoio de fones, o público pode ouvir um pouco das conversas gravadas pelo projeto. A mostra contempla ainda uma projeção no chão de imagens do 8 de janeiro feitas pela artista. O texto crítico é de Consuelo Lins.

Ao longo de dois anos, a cineasta gravou mais de mil horas de depoimentos de pessoas comuns, e centenas das frases ditas estão na exposição. “Meu interesse é falar de política, mas não através das pessoas que estão no centro do poder, os protagonistas usuais, e sim das pessoas comuns, que estão nas ruas”, diz.  

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