Conteúdos esportivos
18/10/2019, 17:16

Para Globo, calendário melhor e combate à pirataria impulsionariam futebol

POR EDIANEZ PARENTE, COLABORADORA

Para a Globo, o Campeonato Brasileiro – Série A é o maior produto do futebol nacional mas para que se aproveite melhor a onda de evolução pela qual o campeonato vem passando seria necessário um ajuste de calendário que garanta eventos ao longo de todo o ano.

Segundo Fernando Manuel Pinto, diretor de Direitos Esportivos do Grupo Globo, um dos turnos da competição que envolve 20 clubes se dá de forma espremida, em dois meses e meio, o que é prejudicial. "Sem desmerecer os campeonatos estaduais, os clubes têm que se engajar para haver um calendário o ano todo", diz o diretor da Globo.  No calendário da CBF para 2020, os campeonatos estaduais estão mantidos para o período de janeiro a abril, e as Séries A e B do Brasileiro terão início em maio.  

Fernando Manuel Pinto detalhou ter trabalhado pessoalmente para colher as assinaturas e fechar contrato com os 37 clubes de futebol que se acertaram com o grupo no novo modelo de negociação de transmissão dos jogos de todos os campeonatos, num processo que, segundo ele, foi muito longo, construído por meio de acordos individuais. "Agora, todos os clubes estão sujeitos a um direito comum", diz, no que define como um grande ganho para o setor, ao realizar a "coisa mais parecida com uma liga que já fizemos no Brasil". Para ele, o aprimoramento do futebol tem de vir de uma agenda coletiva.

Mais medidas

O diretor da Globo enumera, além da necessidade de um novo calendário, também outros itens a serem trabalhados para o desenvolvimento do esporte:  1) Combater à pirataria de forma mais intensiva, pois "não se vende o que se dá de graça"; 2) Preservar a exclusividade: "Tem de se valorizar o que é vendido".

As colocações do executivo da Globo foram feitas durante evento realizado pela Sport Promotion. O evento discutiu a retomada de valor do produto futebol, além dos resultados de audiência recentes dos jogos na TV e crescimento de público nos estádios e interesse nas mídias digitais.

Atuando há 20 anos na emissora, Fernando Manuel Pinto participou da implementação do serviço Premiere, na TV por assinatura. A Globo, desde 2016, não negocia mais placas em estádios  e já renovou suas cotas para o de patrocínio para o pacote de futebol 2020. Os direitos para os diversos campeonatos negociados com os clubes valem até 2024.

Pacotes vendidos

Cada uma das seis cotas foi colocada no mercado ao preço de R$ 307 milhões, num pacote que envolve também os canais e ações digitais da emissora  (como o Globoesporte.com e o Cartola, por exemplo). Para 2020, ano das Olimpíadas de Tokyo, estão previstas as transmissões de 85 jogos de futebol na emissora – dez a menos do que na temporada 2019.

Os anunciantes da Globo para o Futebol 2020 são:  Itaú, Vivo, Casas Bahia, Chevrolet, Ambev e Hypera Farm. O pacote de futebol de 2020 na emissora inclui, além do Campeonato Brasileiro, e os campeonatos estaduais, Copa do Brasil, Libertadores da América, e jogos da seleção brasileira de futebol masculino.

A SporT Promotion já renovou algumas cotas para as placas de estádios para o próximo ano, como para os anunciantes Quartzolit, Gol e Olympikus.

VAR sem patrocínio

Maior novidade do Campeonato Brasileiro neste ano, o Árbitro de Vídeo (VAR) não tem patrocinadores, tampouco há até o momento algo negociado para a temporadas 2020.

Quando começou de forma experimental na Copa do Brasil, em 2018, a sala do VAR era patrocinada pela Semp TCL (monitores de TV).  Porém, neste ano, a vedete (cada vez mais polêmica) dos jogos, capaz de alterar em segundos ou minutos a alegria ou tristeza de uma mudança no placar, não atraiu anunciantes.

O Brasileirão foi o primeiro campeonato da América do Sul a adotar o VAR. Até o final do primeiro turno, em agosto, tinham sido feitas 764 checagens pelo árbitro de vídeo e 87 revisões.  Das 69 mudanças de decisões feitas pelos árbitros de campo, sete representaram situações envolvendo cartões vermelhos, 27 penalidades e 23 impedimentos. Os dados oficiais foram levantados pelo Centro de Pesquisa e Análise de Desempenho da CBF. Segundo a entidade, o tempo médio das checagens é de 1 minuto e 54 segundos.

São anunciantes da CBF: Nike, Itaú, Vivo, Guaraná Antarctica, Mastercard, Gol, Cimed, Semp TCL, Fiat e English Live. Os árbitros têm patrocínios estampados nas camisas das marcas Sky e TCL.


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