CAMPANHA
19/11/2021, 19:38

Trabalhadores do audiovisual iniciam campanha pelo fim das jornadas abusivas

Entidades do setor audiovisual iniciam nesta sexta-feira, dia 19 de novembro, os preparativos da campanha #JORNADAJUSTA, para exigir limites máximos de horas de trabalho em sets de filmagem. O primeiro ato da campanha foi a publicação de edital, convocando para uma assembleia em 1º de dezembro. Será a primeira assembleia nacional do audiovisual organizada pelos três principais Sindicatos do setor audiovisual: Sindcine, Stic e Sintracine, com apoio da APTC-RS.

A assembleia visa deliberar as reivindicações da categoria, pré-realização de campanha nacional para que as jornadas tenham limite máximo de horas, com direito a descansos semanais. Outra questão é a remuneração adequada do trabalho extra.

Profissionais que trabalham em sets de filmagem têm enfrentado jornadas de 14, 16 e 20 horas, às vezes por semanas seguidas, sem os descansos necessários. Essa sobrecarga é resultado do aumento de produções audiovisuais, especialmente séries e longas-metragens para streaming. 

A campanha ressalta que as jornadas abusivas arruinam a saúde física e mental dos técnicos, prejudicam o convívio com suas famílias e elevam o risco de acidentes, dentro e fora dos estúdios. Os trabalhadores demandam que as produtoras propiciem condições de trabalho mais justas e humanas. 

As propostas que serão levadas a votação em assembleia pedem: Limite para jornadas em filmagens de publicidade, longas-metragens e séries; Descansos semanais regulares; Pagamento de adicionais para filmagens noturnas, feriados e finais de semana; e Pagamento de horas extras para toda a equipe.

A reivindicação por condições de trabalho mais humanas no audiovisual é mundial. Recentemente, o sindicato norte-americano IATSE convocou uma greve, que acabou sendo cancelada porque houve acordo com estúdios e produtoras.

A presidente do Sindcine, Sonia Santana, explica a complexidade da produção: "Filmagens exigem uma grande estrutura, de cenário e equipamentos, caríssima, cada hora custa uma fortuna".  Segundo a dirigente, "isso faz com que a produtora queira realizar a filmagem o mais rápido possível, sem dar descanso à equipe".

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