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“Cidade Invisível” reforça temáticas de proteção à natureza e valorização dos povos originários 

Cena da segunda temporada de "Cidade Invisível" (Foto: Divulgação)

A segunda temporada de “Cidade Invisível” estreia na Netflix nesta quarta-feira, dia 22 de março. Após dois anos desde o lançamento da produção nacional assinada pela Pródigo Filmes, que chegou a alcançar o Top 10 em mais de 40 países, a série voltará mergulhando ainda mais na riqueza da cultura brasileira.

Nesta segunda temporada, após dois anos desaparecido, Eric (Marco Pigossi) aparece em um santuário natural protegido por indígenas e procurado por garimpeiros, perto de Belém do Pará. Ele descobre que sua filha, Luna (Manu Dieguez), e a Cuca (Alessandra Negrini) estavam morando na região com o objetivo de trazê-lo de volta à vida. Embora queira retornar imediatamente para o Rio de Janeiro com Luna, Eric percebe que a menina tem uma missão maior a cumprir na região. Ao mesmo tempo, ao tentar protegê-la, ele se torna uma ameaça para o delicado balanço entre natureza e as entidades. Assista ao trailer: 

Trailer oficial da segunda temporada de “Cidade Invisível”

“Com a primeira temporada, tivemos uma alegria muito grande primordialmente pelo sucesso no Brasil, que é o que buscamos em primeiro lugar como produtora. O extra, que é o sucesso internacional, também é muito legal para uma produtora como a nossa, que quer trabalhar fora, com parcerias lá fora. Ela viajou bem, o que é um bom sinal. Fazemos pensando no brasileiro, mas é muito legal saber que a nossa cultura está viajando tão bem”, afirmou o produtor Francesco Civita, da Pródigo Filmes, em entrevista exclusiva para TELA VIVA.

“É muito prazeroso ver a reação do publico. Eu gosto de ler tanto os elogios quanto as críticas. No passado, não tinha essa oportunidade como tem hoje, por conta das mídias sociais. O feedback que temos dessa maneira, somado às informações que a própria Netflix traz, ajuda na construção de pensamentos para temporadas seguintes. Dá um frio na barriga pensar agora na segunda temporada, porque escolhemos como premissa para a série trazer coisas novas. Exige coragem também. Não podemos nos prender a um personagem, por exemplo, só porque teve sucesso. Precisamos nos desvincular de alguns, trazer novos. É um caminho que discutimos muito”, acrescentou. 

Valor de produção e efeitos especiais 

A qualidade dos efeitos especiais foi um dos pontos de grande destaque da primeira temporada – e que também está presente na nova. “A gente como público, talvez pelo cinema, não sei, tem o costume de, quando assiste a uma coisa boa, compara com produções gringas. Mas eu acho isso legal, porque as pessoas reagem com orgulho, como se fosse um orgulho de ser brasileiro, no sentido de ‘a gente também pode chegar lá’. Mas nós temos uma prática na produtora e especialmente nessa série que é o ‘menos é mais’. Quando você está trabalhando com coisas fantásticas, o desejo de querer mais é maravilhoso, e fazer bem, colocar sua grandiosidade naquele momento, tem um grande impacto. Não é sobre o efeito em si, e sim sobre como ele ajuda na narrativa. Trabalhamos esses efeitos pensando exatamente nos momentos em que eles devem estar presentes. Não precisa ser espalhafatoso, e sim bem executado. Esse não exagerar é o que mantém o desejo de ver mais, o mistério das personagens”, analisou Civita. 

“Em termos de valor de produção também: é melhor você fazer uma coisa muito incrível e colocar energia para fazê-la muito bem naquele momento do que ter em dez momentos, que se dissipam. Na primeira temporada teve o grande momento do Curupira, é quando ele brilha, as pessoas estavam esperando por aquilo. Então temos isso muito consciente, de pensar quais são esses momentos e trabalhar para que eles sejam magníficos”, reforçou. 

Cultura brasileira e os povos originários 

“Cidade Invisível” enquanto um conteúdo original de uma plataforma global como a Netflix, leva a representação da cultura nacional e dos povos originários do Brasil para mais de 190 países, o que é motivo de orgulho para a equipe. “Fazer a primeira temporada foi um processo de descoberta dessa temática das lendas e especialmente da interligação profunda que elas têm com os povos originários e com a natureza. Sempre conduzimos a série por esse viés. E eu, como pessoa, tenho muito prazer em fazer isso. Sei da importância no mundo em que a gente vive de valorizar pontos de cultura locais, pessoais, dos países. Porque as culturas são diversas, especialmente num país como o Brasil, que é continental e tão diverso em suas origens, povos e crenças. Trazer essa tônica pra gente é muito prazeirosa. São conceitos que a gente, como seres, independente da profissão, valorizamos. E é uma recompensa muito grande quando conseguimos sensibilizar em alguma dessas categorias – culturas, povos originários e diversos e a natureza”, pontuou o produtor. 

“Acho que isso já esteve presente na primeira temporada e, agora, nós evoluímos, trouxemos essas temáticas de maneira mais consistente, prazeirosa, forte. Aprendemos muito também. O tempo passou, teve a pandemia, muitas coisas mudaram. Chegamos num momento em que a consciência é maior – tanto das pessoas que vão assistir quanto a nossa. E isso se reflete na tela. E não é só na frente das câmeras que pensamos dessa maneira. É na equipe inteira – consultores, roteiristas, direção, técnica, em tudo mesmo. Eu estou envolvido no projeto na escrita até a entrega final, e foi muito gratificante ver o respeito e a abertura daqueles que não conheciam e, de repente, tiveram essa oportunidade. Eu vejo uma recompensa individual para as pessoas – elas aprendem, querem ouvir, ficam sensibilizadas. Se não tivermos consistência no processo inteiro, o resultado fica vazio. Essa preocupação, esse respeito e o letramento são latentes no nosso set. De um lado, de pessoas que não tiveram a oportunidade técnica de aprender as coisas. Do outro nós, do audiovisual, que temos a técnica mas não temos os conhecimentos que eles têm. É um lugar de completa troca, e não de ensinamento”, refletiu. 

O desafio da segunda temporada 

Civita enfatizou que, mesmo com o grande sucesso da primeira temporada, o desafio da continuação é maior. “É sobre como superar, agradar novamente, inovar sem repetir uma fórmula. Não é um lugar de conforto, e é legal esse desconforto, de buscar como chegar nesse lugar de novo. Para nós, funcionou como um obstáculo a superar. Mas só de ver a reação das pessoas ao trailer já me deu uma alegria, ver como elas estavam esperando esses novos episódios”, celebrou. 

“Um aspecto da primeira temporada que eu gostaria que permanecesse é essa valorização das lendas, das histórias e dos nossos povos. E isso aconteceu de uma maneira que afetou em muitos lugares: no currículo escolar, no interesse das crianças e dos adultos também. Achei tudo isso muito legal, como se fosse um renascimento desse interesse, que estava tão afastado. O caminho passa por essa valorização do nosso território e a proteção da nossa floresta – e principalmente o entendimento de que essa proteção vem através dos povos originários. Espero uma conscientização geral e, ao mesmo tempo, o divertimento. Não tem jeito melhor de aprender algo do que por meio do entretenimento”, concluiu. 

A direção geral de “Cidade Invisível” é de Luis Carone com direção de Luis Carone, Cassiano Prado, Graciela Guarani e Luciana Baptista. A produção é de Francesco Civita e Beto Gauss com produção executiva de Carlos Saldanha, Francesco Civita, Beto Gauss, Renata Grynszpan, Marcelo Máximo, Luisa Adegas, Caito Ortiz e Marco Anton. 

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