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Como aquecimento para a sequência, “Nosso Lar”, de 2010, será relançado nos cinemas 

"Nosso Lar 2" (Foto: Ique Esteves)

O novo longa da franquia que levou mais de 4 milhões de pessoas aos cinemas em 2010, “Nosso Lar 2 – Os Mensageiros”, produzido, dirigido e roteirizado por Wagner de Assis, chegará aos cinemas em 25 de janeiro de 2024. Para celebrar esse novo capítulo e preparar o público para a sequência, a Star Original Productions e a Cinética Filmes irão relançar o primeiro sucesso, “Nosso Lar”, nos cinemas de todo o Brasil a partir da próxima quinta-feira, dia 28 de setembro. Outra novidade é que ao final da exibição do primeiro filme o espectador poderá conferir com exclusividade uma cena inédita de “Nosso Lar 2 – Os Mensageiros”. Iafa Britz, que produziu o primeiro longa da série, assina novamente a produção. 

“Nosso Lar” é baseado no livro homônimo de Chico Xavier, lançado pela FEB editora, e conta a história de André Luiz (Renato Prieto), um médico que, após sua morte, acorda no mundo espiritual. Quando é levado para a colônia Nosso Lar, uma região de cura, ele entende que existe uma nova forma de viver e dá início a uma jornada transformadora de autoconhecimento. 

“Normalmente, quando vamos lançar um filme, é uma mistura de expectativa, realidade, surpresas e frustrações, tudo isso junto. Mas nunca vivi uma situação como essa: estamos relançando nos cinemas um filme que, na estreia, em 2010, levou mais de um milhão de pessoas para assisti-lo nos primeiros cinco dias – um recorde na época. Depois, ’Tropa de Elite’ bateu o mesmo número, o que mostra como o mercado estava extremamente aquecido. Hoje, o filme é muito maior do que seus produtores ou do que eu, que sou o diretor, produtor e roteirista. Ele viajou por mais de 40 países e há estimativas de que tenha sido visto por quase 40 milhões de pessoas, sem contar aquelas que viram mais de uma vez. Ele transgrediu a sala de cinema de uma forma potente e encontrou seu público. Por isso, quando a Star falou em relançar nos cinemas, meu sentimento foi só gratidão”, contou Wagner de Assis em entrevista exclusiva para TELA VIVA. 

Estratégia inovadora 

Um filme ser relançado nas salas como forma de aquecimento para a estreia da sua sequência é uma estratégia inovadora nos cinemas brasileiros. “Isso só acontece quando você tem um produto muito potente nas mãos”, destacou o diretor. “Não terá surpresas no sentido de que eu sei como as pessoas vão reagir. Sei até como as pessoas que vierem a criticar, vão criticar. Mas é muito bacana estar nesse lugar e recriar algo que a gente tentou fazer em 2010: mostrar que esse tema não é específico de uma doutrina espírita, e sim um tema universal. Não tem a ver com religião, e sim com cinema”, pontuou. 

“Nosso Lar 2 – Os Mensageiros”

O segundo filme acompanha um grupo de espíritos liderados por Aniceto (Edson Celulari) – entre eles, o médico André Luiz (Renato Prieto). Juntos, os mensageiros têm o objetivo de ir à Terra para ajudar no resgate de protegidos cujas histórias interligadas estão prestes a fracassar: Otávio (Felipe de Carolis), médium que não cumpriu com o planejado em sua missão; e Isidoro (Mouhamed Harfouch), responsável por uma casa espírita que seria uma oficina espiritual na Terra. Este projeto espiritual teria ainda a participação de Fernando (Rafa Sieg), empresário responsável pelo financiamento do local. A estreia está marcada para janeiro de 2024. 

“Queremos que esse filme também encontre o público. Estamos entregando um projeto muito grande, do jeito que o livro merecia. Tem muito efeito de computação gráfica novamente – afinal estamos falando de espíritos, de outra dimensão. E muito drama. Agora, ele não é centrado em um personagem. São nuances e histórias diversas. E ele se passa muito mais na Terra, e fala dessa ideia de que nunca estamos sozinhos e que tem sempre alguém por nós, envolvido nos planejamentos de vida. E de novo toca em temas universais”, adiantou. “Ainda estou terminando de lapidar o filme e pensando em todos os materiais de mídia, o que vem pela frente. Mas muito confiante. Estou entregando algo que, enquanto realizador, me completa, me deixa feliz e me prepara para continuar a sequência. Queremos fazer mais dois ou três filmes”, revelou. 

Estreia nos cinemas 

O “Nosso Lar 2” teve sua data de lançamento nos cinemas reposicionada – o que, para Assis, foi o melhor para o filme. “Eu acho que as boas histórias chamam as pessoas para dentro da sala de cinema. Mas vamos ter que vencer uma certa preguiça, um comodismo e a cultura das pessoas de esperar o filme em casa. O’ Nosso Lar’ e ‘Nosso Lar 2’ são experiências cinematográficas que merecem a tela grande”, apostou. “No mercado brasileiro, estamos remando de novo. É um looping, estamos sempre assim. Precisamos de todos os ajustes e, acima de tudo, políticas públicas para proteger o filme brasileiro e deixar que as pessoas possam ir assistir ao filme. Claro que pedimos que elas estejam nos cinemas no primeiro fim de semana – mas isso é quase non sense. Se a pessoa quiser ir no segundo fim de semana, ela tem que ter esse direito. Não pode ser algo tão submetido a uma lei de mercado. Sei que os exibidores entendem isso. A gente sabe que novos tempos hão de vir”. 

Potencial de gênero temático 

O diretor ressalta que livros de autores como Chico Xavier e Zibia Gasparetto são um material muito completo e amplo, e que obviamente as adaptações audiovisuais acabam por deixar muita coisa de fora. “Esse tipo de conteúdo é aberto para ser feito em série, longa e até novela”, disse Assis, que já assinou novelas com a temática espírita como “Além da Tempo” e “Espelho da Vida”, da TV Globo. “O que acontece é que não vemos a contraparte, isto é, o mercado oferecendo esses espaços. Por isso resolvemos focar no que está ao alcance dos nossos braços”, explica. 

Ele acredita que a temática conversa com diversos outros gêneros. “Podemos fazer filmes épicos, como vamos filmar a biografia de Emmanuel, que é o mentor do Chico Xavier; algo mais folhetinesco, como ‘Advogado de Deus’, de Zibia Gasparetto, que é o próximo filme que faremos; e até algo de época. Existem diversas aplicações dessa temática, e quero seguir fazendo boas escolhas e colocando essas histórias para o público. 

Assis tende a achar que o espiritismo pode se tornar um gênero tipicamente brasileiro, no sentido de um gênero temático, não dramático. Ele menciona que filmes e novelas que trazem o tema performam bem, e que os livros de autores como Chico Xavier e Zibia Gasparetto são materiais brasileiros. “Está na hora de explorar as séries, e os parceiros precisam entender isso. Conteúdo não falta. Podemos transformar num gênero tipicamente brasileiro – e ele representa de fato nosso país, que é multicultural, multi-religioso, multi-espiritual. Podemos construir isso para o futuro, e espero ajudar nesse sentido”, concluiu. 

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