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RioFilme abre consulta pública para os editais de fomento de 2023

Rio de Janeiro (Foto: Riotur)

A RioFilme se prepara para lançar o Programa de Fomento de 2023 e coloca a partir desta segunda-feira, dia 22 de maio, os seus editais em consulta pública para as contribuições do setor. Eles estão disponíveis no site da empresa, na área de Consultas Públicas, até o dia 2 de junho. As contribuições poderão ser encaminhadas para o endereço eletrônico: consultapublicariofilme@gmail.com.

Todos os editais estão abertos a contribuição da população, com exceção dos Editais de Formação e de Apoio a Salas de Cinema, que por serem linhas novas de investimento, ainda estão em elaboração pelo setor de fomento da RioFilme, para que posteriormente também sejam abertos a consulta pública.

As linhas de investimento abertas a consulta pública neste momento são: Distribuição de longa-metragem – ficção/animação; Complementação ou produção de longa-metragem – ficção/animação; Complementação ou produção de documentário para cinema, TV ou streaming; Desenvolvimento de projetos para cinema, TV ou streaming; Produções de jogos eletrônicos; Produção de novas temporadas de webséries; Produção de curta-metragem; Edital de incentivo à atração de produções audiovisuais para o Rio de Janeiro – Cash Rebate; Apoio à participação em festivais internacionais; Apoio a ações locais de formação e cineclubes; Apoio a mostras e festivais. 

Novas cotas criadas 

O Programa de Fomento da RioFilme 2023 traz novidades que ampliam o escopo e o impacto da política afirmativa implementada pela empresa nos últimos dois anos. Entre as principais novidades deste ano está a criação de cotas para proponentes negros e indígenas. Em 2023, pessoas negras terão 20% de reserva em todas as linhas de investimento da RioFilme, enquanto os indígenas terão 10% de reserva.

Outra novidade é que os proponentes sediados nas favelas localizadas nas APs 1 e 2 serão considerados para fins de pontuação afirmativa adicional nos editais da RioFilme juntamente com aqueles sediados nas APs 3, 4 e 5 (exceto Barra e Recreio). Além disso, este ano os editais de Complementação ou Produção de longa-metragem de ficção ou animação e de Complementação ou Produção de Documentário para Cinema, TV ou Streaming irão aumentar o número de cotas para diretores estreantes – o que permite que realizadores que estejam começando tenham oportunidade de estrear no mercado, ampliando as chances de que seus projetos aconteçam.

Para todas as linhas de Desenvolvimento foram criadas cotas para as produtoras de Nível 1(empresas que produziram no máximo um longa-metragem em sua trajetória). Essa mudança permite que produtoras que estão há pouco tempo no mercado tenham oportunidade de desenvolverem novos projetos, permitindo que possam ampliar o seu portfólio. 

Todas as linhas de Curta-Metragem serão restritas às Produtoras de Nível 1 e terão cotas para diretores estreantes. Segundo a RioFilme, o objetivo dessas mudanças também é permitir que novas produtoras e realizadores se insiram no mercado, pois o curta-metragem tem em si o potencial de ser uma escola para a atividade audiovisual e um campo de aprendizado para jovens cineastas que precisam de apoio para levarem adiante os seus projetos. 

O MEI será aceito em mais linhas 

A partir de demandas do setor e do estudo interno das nossas ações de fomento, outras mudanças foram elaboradas para este ano. Além dos editais de Ações Locais, a partir deste ano, as linhas deProdução de Novas Temporadas de Websérie e a recém-criada linha de Novos Realizadores de Curtas-metragens aceitarão propostas via MEI.

Ampliação de linhas e recursos 

Este ano, foi criada a linha de Apoio a Cineclubes. “A partir de uma análise dos projetos beneficiados nos últimos anos, entendemos que essa era uma necessidade importante no âmbito da formação de plateias e do acesso democrático ao conteúdo audiovisual”, informa a RioFilme. 

Já o edital deApoio a Mostras e Festivais dobrou os seus investimentos. Em 2023, os proponentes poderão acessar recursos entre R$ 100 e R$ 200 mil reais por proposta (em 2022 os recursos eram entre R$ 50 e R$ 100 mil reais por proposta).

Impacto das políticas afirmativas 

Mesmo com as novas cotas, todas as regras de pontuação adicional aplicadas nos últimos anos pela RioFilme serão mantidas. Elas preveem que: proponentes sediados nas Áreas de Planejamento 3, 4 ou 5 do Município do Rio de Janeiro , conforme regulamentadas pela Prefeitura, exceto na Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes recebem cinco pontos adicionais na pontuação adquirida pela proposta na avaliação da comissão de seleção; se o sócio(a) proponente ou diretor(a) for pessoa negra,  indígena, com deficiência, e/ou transgênero a pontuação adicional é de três pontos; e se sócia do proponente ou diretora for pessoa socialmente mulher a pontuação adicional é de dois pontos à soma da nota obtida pela proposta na avaliação da comissão julgadora do pleito.

Análise 

Vale ressaltar que produtores culturais do Rio de Janeiro criticaram a centralização de recursos dos últimos editais da RioFilme. Agora, para além do órgão ter aberto a possibilidade de consulta pública, algumas questões levantadas pelos produtores já foram atendidas, tais como as linhas deProdução de Novas Temporadas de Websérie e a recém-criada linha de Novos Realizadores de Curtas-metragens aceitarão propostas via MEI e as novas cotas para as produtoras de Nível 1 e diretores estreantes. Destaca-se também a novidade de que, em 2023, os proponentes sediados nas favelas localizadas nas APs 1 e 2 serão considerados para fins de pontuação afirmativa adicional nos editais da RioFilme juntamente com aqueles sediados nas APs 3, 4 e 5 (exceto Barra e Recreio). 

Produtores que anteriormente apontaram os problemas na distribuição de recursos dos editais da RioFilme foram novamente ouvidos pela TELA VIVA. Eles afirmaram que, no momento, ainda estão analisando os editais que estão em consulta pública, mas já enxergam mudanças interessantes. Ao mesmo tempo, ainda existe uma preocupação a respeito da porcentagem ou número de projetos de profissionais e/ou produtoras iniciantes que serão contemplados. 

1 COMENTÁRIO

  1. Sinto falta de edital de finalização para filmes de Ficção e Documentário.
    E também a criação de sistema de cotas para produção de filmes de ficção e documentários para realizadores com + de 65 anos
    E preciso uma política pública de previdência social para os trabalhadores e técnicos do audiovisual.

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