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5G abre leque de aplicações para radiodifusão

Cinegrafista da Globo utilizando mochilink conectado à rede de 26 GHz da Claro. Foto: Divulgação
Cinegrafista da Globo utilizando mochilink conectado à rede de 26 GHz da Claro. Foto: Divulgação

As propriedades das redes móveis 5G abrem um leque de possibilidades de usos. Especificamente para as empresas produtoras de conteúdo e a radiodifusão, são muitas as aplicações possíveis, algumas já em teste. No primeiro dia do Congresso da SET Expo 2022, que acontece nesta semana em São Paulo realizado pela Sociedade de Engenharia de Televisão, foi apresentado o case de uso das redes na captação dos desfiles do Carnaval deste ano pela Globo usando a rede da Claro. Além do case, outras possibilidades de uso foram discutidas.

Mais que uma evolução tecnológica, o 5G é uma nova tecnologia de serviços móveis com três características que possibilitam diversos usos: picos de velocidade maiores; baixíssima latência; e possibilidade de conectividade com um milhões de devices por quilômetro quadrado.

Segundo Uirá Moreno Rosário e Barros, analista de Telecom – Estratégia e Tecnologia da Globo, um dos promissores uso do 5G pelas empresas de radiodifusão é nos mochilinks – dispositivos ultra portáteis que permitem a contribuição de vídeo usando as redes de dados móveis. Ele explica que, no caso das redes 4G, os mochilinks trabalham com delay alto, de dezenas de frames, por conta da latência, o que inviabiliza o uso destes equipamentos em gravações multicâmeras. No caso do 5G, “falamos em pouquíssimos frames de delay, alguns milissegundos”. Portanto, com links 5G, é possível usar a câmera para cortes, “como se fosse uma câmera sem fio”.

Foi com este tipo de equipamento que a Globo testou a captação do desfile de Carnaval, em parceria com a Claro e a Ericsson, usando mochilinks da LiveU e da AVIWest. Foram usadas três câmeras de jornalismo, mas as dedicadas a shows, em uma rede 5G operando em 26 GHz. Em altíssima frequência, explica Moreno, o sinal tem menor alcance. Portanto, é importante se dedicar à atenuação de obstáculos, garantindo visada direta de todas as câmeras para o terminal de recepção. A taxa de upload foi próxima de 80 Mbps.

De acordo com Guilherme Saraiva, diretor comercial da Embratel, braço de redes de uso corporativo da Claro, mais do que os mochilinks, a tecnologia 5G poderá ser usadas em pequenas unidades móveis de produção com até quatro câmeras e estrutura de corte, de forma muito mais compacta do que as unidades montadas em veículos de grande porte.

Além disso, diz o executivo da Embratel, será possível usar as redes para uma versão mais avançada de estúdios com câmeras robotizadas e controladas à distância, por exemplo.

Uirá Moreno concorda e, para ele, o grande diferencial está na possibilidade de contratação de fatias da rede para uso exclusivo, o que dá maior segurança e, sobretudo, garantia de qualidade. “Começamos a ter QOS (quality of service) diferenciado com reserva de recursos da rede. (Isto) vai habilitar muitas inovações”, diz. Como exemplo, cita a possibilidade de usar kits nos estúdios e nas cidades cenográficas, sem o uso de fios e com taxas de upload entre 100 Mbps e 150 Mbps, o que permitirá usar Codecs que garantem melhor qualidade de imagem para a edição.

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