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22/09/2021, 21:17

Discovery e WarnerMedia dizem ao Cade que fusão não afetará concorrência na programação da TV paga

Em documento enviado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no último dia 9 de setembro, a Discovery e a WarnerMedia informam que com a criação da empresa global de entretenimento, a Warner Bros. Discovery, fruto da fusão das duas empresas, não afetará a concorrência na distribuição e licenciamento de conteúdos audiovisuais. O órgão analisará a fusão das duas empresas em rito ordinário.

A Warner Bros. Discovery deterá cerca de 31% dos canais por assinatura de TV e mais de 50% dos canais infantis. Segundo as empresas, a fusão significará uma combinação de suas atividades complementares.

"A Operação Proposta aumentará a habilidade das Partes de oferecer conteúdo atrativo e desenvolver experiências de entretenimento de alta qualidade, para captar oportunidades resultantes das inovações tecnológicas e para melhor competir contra as plataformas de conteúdo já estabelecida', afirmam as empresas no seu documento ao Cade.

As preocupações concorrenciais

Discovery e a WarnerMedia apontam que a fusão das duas empresas não levanta preocupações concorrenciais porque a nova empresa continuará a enfrentar concorrência significativa de um número expressivo de concorrentes bem estabelecidos. As empresas citam como exemplo Globo, Disney/Fox, Universal, Viacom CBS, Amazon, Apple, Google, Netflix, assim como as novas plataformas de mídia, incluindo "redes sociais", que hospedam um grande leque de conteúdo produzido por profissionais ou por consumidores, como YouTube, Vimeo, Facebook, TikTok, Snapchat, Instagram, dentre outros.

A operação

Em maio, a AT&T, dona da WarnerMedia, e a Discovery, anunciaram o começo das tratativas para combinar os ativos de entretenimento, esportes e notícias da WarnerMedia com os negócios de não-ficção e entretenimento internacional e esportes da Discovery para criar uma empresa de entretenimento global independente. Inicialmente, de acordo com os termos do contrato, a AT&T receberia US$ 43 bilhões (sujeito a ajuste), em uma combinação de dinheiro, títulos de dívida e da retenção de débito da Warner.

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