Café Royal fará exibição exclusiva do documentário "Do Amor Ninguém Foge"

A Café Royal anuncia a primeira exibição aberta ao público do documentário "Do Amor Ninguém Foge", dirigido por Daniel e Julio Hey (Irmãos Ahimsa), produzido pela Café Royal, coproduzido pela produtora portuguesa Bro, distribuído pela O2 Play, Spcine e pela internacional Level K. A projeção acontecerá no Centro Cultural São Paulo CCSP na terça-feira, dia 29 de novembro, às 19h30, e contará com debate com Preta Ferreira após a sessão. A entrada é gratuita. 

O projeto, que foi selecionado para o Festival Caminhos do Cinema Português, na categoria "Filmes da Lusofonia", dedicada aos 200 anos da independência do Brasil, retrata a imersão de dois irmãos na realidade de um sistema carcerário brasileiro que trabalha na recuperação dos detentos por meio de um método humanizado, que permite que o sistema funcione sem a presença de agentes penitenciários ou armas. 

"Um grande exercício de cidadania é ser capaz de se reconhecer no outro. Embarcar na experiência de filmar esse projeto foi um grande convite a acessar essa capacidade e, através dela, buscar formas mais profundas e empáticas de olhar este grande problema social que é a questão carcerária no Brasil. Nosso filme tenta propor um olhar para este tema com menos preconceito, menos ódio e menos punitivismo", comenta Julio Hey.

Segundo uma pesquisa realizada pelo portal de notícias G1, o número da população carcerária no Brasil ultrapassa 745 mil pessoas e a superlotação nas penitenciárias brasileiras está 54,9% acima da capacidade. "Do Amor Ninguém Foge" revela o método da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), entidade que administra mais de 60 presídios no Brasil hoje, para promover a humanização das prisões, sem perder de vista a finalidade punitiva da pena, com o propósito de evitar a reincidência no crime e oferecer alternativas para o condenado se recuperar.

Reconhecido e exportado para 23 países, o método utilizado pela Associação traz resultados revolucionários para a ressocialização e diminuição da reincidência e de custos para o Estado. Enquanto em um presídio comum a taxa de reincidência gira em torno de 80%, nas APACs este número é cerca de 20%. Depois de mais de 30 dias vivendo o dia a dia e dormindo dentro do presídio, Daniel e Julio Hey promovem um mergulho cinematográfico no ser humano preso, trazendo luz às discussões sobre o sistema prisional atual e questionamentos sobre liberdade e o poder regenerativo do amor. 

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