Para Turner, Artigo 39 ainda é principal recurso

"A gente gosta do Fundo Setorial, mas demora demais", contou Silvia Elias, gerente de conteúdo local da Turner, em apresentação nesta terça, 25 no RioContenMarket. Por isso, explica, 80% dos recursos investidos pelo canal em produção original ainda são via Artigo 39 da Medida Provisória que criou a Ancine. Segundo ela, o chamado "dinheiro bom" (recursos diretos do canal, sem incentivos) é usado só para desenvolvimento.

Ela conta que o primeiro ano de adaptação às regras da Lei do SeAC foi difícil, especialmente por causa da demora nos processos. "Foi difícil cumprir grade, demorava muito pra sair CRT, CPB", lembra. Mas agora, segundo ela, tudo melhorou. "Cresceu a qualidade, aumentou o profissionalismo nas entregas", conta.

Na avaliação da executiva, a lei foi ótima para o mercado, mas ela reserva críticas à IN 100, que regulamenta a lei. "Por exemplo, o prazo de um ano para o conteúdo cumprir cota é absurdo, ele não é amortizado. Quando licencio um filme, o contrato normal é de cinco anos, ou três se for exclusivo. Por que é um ano para um conteúdo original, que é muito mais caro?", questiona.

 

 

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