Grupos de mídia
26/08/2015, 14:02

Situação financeira da Band pode estar por trás da rescisão de contrato com a GFK

O que está por trás da rescisão do contrato da Bandeirantes com a GFK, empresa alemã de medição de audiência que competirá com o Ibope no segmento, pode ser a situação financeira do grupo de mídia. A rescisão foi noticiada na semana passada pelo jornalista Flávio Ricco no portal Uol. Procurada por TELA VIVA, a GFK disse que não comenta a informação. Uma fonte na área jurídica da Band confirmou a este noticiário que a GFK foi comunicada na última sexta, 21, sobre o final do contrato. No entanto, revela a fonte, a Band foi imediatamente procurada pela GFK e as duas empresas seguem conversando.

Conforme apurou TELA VIVA, as outras redes não pensam em rescindir contrato. Pelo contrário, já saem, ainda que reservadamente, em defesa da empresa de pesquisa. "As mudanças nos prazos para o início oficial das medições foram muito bem fundamentadas pela GFK e acordadas com todos os clientes", diz uma fonte em uma das emissoras, para quem a rescisão seria por dificuldades em pagar pelo serviço. "Isso (o argumento da Band) é para se livrar da pesada multa por rescisão prevista no contrato ou para tentar rever o preço", completa. Já a fonte na Band nega que a emissora tenha concordado com o adiamento. "A Band não assinou nada concordando com a mudança e deixou claro que não estava de acordo", revela. Por fim, a fonte no Grupo Bandeirantes diz que medida foi baseada em um fato concreto, a inadimplência da GFK.

Vale lembrar, a empresa alemã só anunciou que concorreria com o Ibope na medição de audiência após ter fechado com quatro das cinco principais redes de TV – a Globo ficou de fora. Resta saber se, com um cliente a menos, a operação ainda será viável.

Outra fonte ouvida por este noticiário aponta que a própria migração da emissora entre associações do setor teria como benefício direto a economia de recursos. A Band deixou recentemente a Abra, associação de radiodifusores criada por ela em parceria com a RedeTV e que era sustentada principalmente pelas duas cabeças de rede, e se filiou à Abert, maior associação de empresas de radiodifusão que conta com centenas de empresas filiadas.

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