PNAD 2022 mostra que caiu o número de domicílios com TV e parabólicas estão em 16 milhões de lares

Divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira, 16, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), mostra que caiu o número de domicílios com televisão no país. De 2019 para 2021, o número de domicílios subiu de 68,4 milhões para 69,6 milhões. No entanto, houve uma ligeira queda na proporção de domicílios com TV: de 96,2% para 95,5% do total de domicílios do país. Segundo o IBGE, esse comportamento foi observado em todas as grandes regiões, sendo que a maior redução de percentuais ocorreu no Nordeste: de 94,6% para 93,4%.

A pesquisa também mostrou que o rendimento real médio per capita nos domicílios em que havia televisão é de R$ 1.453, sendo quase o dobro dos domicílios sem TV, que é de R$ 830. Em 2021, 96,2% dos domicílios urbanos e 90,8% dos domicílios rurais tinham TV, diz a PNAD 2022.

Parabólicas em 16 milhões de domicílios

Os dados da PNAD também mostram que no Brasil, em 2021, existiam 16 milhões de domicílios que acessam sinal de TV por parabólica. Segundo a pesquisa, são cerca 22,6% dos domicílios do país, ou 15,7 milhões, que tinham recepção de sinal de TV por antena parabólica, sendo que 56,1% deles estavam em área rural e 17,8% em área urbana. 

O rendimento médio per capita nos domicílios com antena parabólica é de R$?1.075, o que representava 46,0% desse rendimento nos domicílios com acesso a serviço de televisão por assinatura, que era de R$?2.336.

Receptor digital em 90% dos lares

Outro dado que a PNAD também mostra é o crescimento de domicílios com receptor digital de TV. Em 2021, havia 63,3 milhões de domicílios com televisão com conversor para receber o sinal digital de televisão aberta, o equivalente a 90,9% dos domicílios com televisão do país.

De 2019 para 2021, essa proporção cresceu na área urbana, aumentando de 92,6% para 92,9% e, com mais intensidade, na rural saindo de 71,9% para 76,6%.

TV paga aumenta nas áreas rurais

Além do aumento de conversor, a PNAD também aponta que o número de TV por assinatura em áreas urbanas caiu ao mesmo tempo que aumentou nas áreas rurais. No recorte de 2021, 27,8% dos domicílios com televisor tinham acesso a serviço de televisão por assinatura, proporção que era de 29,2% em área urbana e de 17,8% em área rural. No Brasil, o percentual de domicílios com televisão por assinatura se reduziu, exceto na área rural, onde este percentual era de 16,4% em 2019.

Já nos domicílios sem acesso a serviço de televisão por assinatura, 43,5% não o possuíam por considerá-lo caro e 45,6% por não haver interesse pelo serviço. Aqueles que não tinham o serviço porque os vídeos (inclusive de programas, filmes ou séries) acessados pela Internet substituíam este serviço representavam 8,7%, enquanto os que não o tinham por não estar disponível na área em que se localizava o domicílio, somente 1,2%.

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