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20/10/2021, 21:58

Segundo longa do Porta dos Fundos, "Peçanha Contra o Animal" estreia no Amazon Prime Video

O Amazon Prime Video anuncia a estreia do novo filme do Porta dos Fundos, "Peçanha Contra o Animal", para esta sexta-feira, dia 22 de outubro. Personagem de muito sucesso do grupo, Peçanha é um policial politicamente incorreto que precisará investigar, junto aos seus colegas, um serial killer de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. 

Na trama, os jornais sensacionalistas começam a repercutir assassinatos em série na cidade de Nova Iguaçu, baixada fluminense. Com a missão de encontrar o primeiro serial killer da cidade, o sargento-tenente-major Peçanha e seus colegas da incorreta delegacia de Nova Iguaçu não pouparão métodos não convencionais para tentar segurar o emprego e prender o Animal. Uma missão que pode custar caro demais porque todos são suspeitos. Assista ao trailer: 

Antonio Tabet, além de interpretar o personagem-título, também assina o roteiro da produção. "Quando escrevi esse filme, a ideia era rir, fazer as pessoas rirem. A gente se divertiu muito fazendo. É um besteirol despretensioso. Acho que ele cumpre bem esse papel de ser divertido e leve", contou Tabet em coletiva de imprensa virtual realizada nesta quarta, 20. O ator e roteirista revelou que, no intuito de fazer um conteúdo de besteirol, teve como referências "Corra que a polícia vem aí" e "Loucademia de Polícia", entre outros do gênero. 

Ele contou ainda que o público já vinha pedindo um conteúdo mais robusto do Peçanha, e que o grupo ficou em dúvida entre fazer um especial ou um longa-metragem mesmo: "A trajetória dele dentro do canal é doida. Ele foi surgindo, sendo construído aos poucos, até que virou um personagem recorrente. Virou uma demanda do público esse conteúdo maior. Pensamos em diferentes formatos antes de decidir". 

Tabet analisa o personagem: "O Peçanha mostra o pior do melhor brasileiro. É um cara péssimo, e que tenta melhorar de uma maneira completamente torta. Acho que por isso ele é tão querido por todas as pessoas, mesmo nesse país tão polarizado em que vivemos hoje". Para o ator, o personagem em si já é uma crítica social, pelo seu modos operandi. "Eventualmente ainda tem uma ou outra tirada nesse sentido, então essa crítica social surge de um modo muito natural. Queria fazer uma coisa bem besteirol, pra todo mundo rir, mas ao mesmo tempo queria que entendessem essa sátira, que é uma irreverência em relação a tudo que estamos vivendo", apontou. 

Vinicius Videla, o diretor, reflete sobre as diferenças entre a produção de esquetes e longas: "O tempo é muito diferente, tanto para a preparação quanto para a gravação. O processo do filme foi longo, nos dedicamos bastante à pré-produção. Deu tempo de pensar em referências, decupar… Num processo maior e mais elaborado. O tom da piada é o que tem em comum. Mas, de resto, é muito diferente". Para ele, o objetivo é agradar tanto a audiência que já acompanha o trabalho do Porta dos Fundos quanto um público mais amplo, que gosta de paródias. "É uma paródia de gêneros. Tem que ser uma diversão para todo mundo, e não só para quem gosta das esquetes. Tem que expandir esse público", comentou. 

Comédia nacional 

Evelyn Castro, que trabalha com o Porta e está no elenco do longa, falou sobre as mulheres na comédia brasileira: "É uma situação que melhor, claro, as mentes estão se abrindo. A mulher saiu daquele ligar de objeto, de escada. Percebo muito isso no próprio Porta. Pra mim, foi um grande passo estar nesse filme interpretando uma PM. A gente tem caminhado, mas em passos lentos. É complicado. Ainda percebemos um machismo estrutural em roteiros, inclusive naqueles escritos por mulheres. Mas as mentes estão abertas, cabe a nós também nos colocarmos e discutirmos a respeito. Abrir essa discussão mesmo. Nesse filme, tive total abertura para conversa. É importante abrir essas portas". 

Já Tabet observou: "Fazer humor não é só fazer rir e anestesiar os problemas do cotidiano. É uma forma de pedagogia, de ensinar e informar. Eu gosto muito daquela frase que diz 'mate-os com gentileza'. Acho que o humor faz isso. Vai certeiro, atinge as pessoas onde elas não estão acostumadas a serem atingidas. Ele consegue, fazendo carinho, convencer a pessoa de que algo precisa ser mudado nela mesma, em alguém que ela conhece, na sociedade de modo geral. O Porta dos Fundos consegue fazer isso desde quando surgiu. Não é só um trabalho divertido e engraçado, mas também dá muito orgulho. É sentir que você vai com o dedo na ferida, consegue passar a mensagem que quer. E além de tudo, faz isso divertindo as pessoas e se divertindo". 

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