PRODUÇÃO AUDIOVISUAL
26/07/2021, 20:46

Curtas-metragens documentais revelam a vida das mulheres em manguezais do Pará

Para comemorar o Dia Mundial de Proteção aos Manguezais, celebrado nesta segunda-feira, dia 26 de julho, as organizações Rare, Purpose, Associações dos Usuários das Reservas Extrativistas Marinhas e Costeiras (AUREMs) e Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas Costeiras e Marinhas (Confrem) lançam, na mesma data, o primeiro vídeo documentário de curta duração de uma série de quatro para dar início à campanha "Mães do Mangue", que busca contar as histórias de vidas de mulheres marisqueiras e sua relação com o ecossistema. A série, que poderá ser acessada no site da campanha, traz depoimentos de trabalhadoras das cidades de Bragança, Curuçá e Soure. Os demais vídeos serão lançados nos dias 7, 14 e 21 de agosto. 

A campanha terá também programações como lives e o lançamento do livro de receitas "Cozinha da Maré", com pratos originais das mulheres de 12 Reservas Extrativistas Marinhas localizadas na costa paraenses, para mostrar o protagonismo das mulheres e de suas famílias na proteção e conservação desses territórios no Pará, que possui a maior área contínua deste ecossistema de todo o planeta – onde trabalham e vivem 224 mil pescadores, o que representa 25% dos pescadores do país. Destes, 95 mil são mulheres, o que torna o estado com o maior número de trabalhadoras na pesca, de acordo com dados do Registro Geral da Pesca (RGP – 2012), do então Ministério da Pesca e Aquicultura. 

"O mangue representa tudo para mim, faz parte da minha vida, é de lá que a gente tira nosso sustento, nosso alimento saudável. Somos guardiãs desse maretório, temos que conservar ele pra que ele seja um berçário cada vez mais produtivo para a comunidade e para as futuras gerações", defende Sandra Regina Pereira Gonçalves, 51 anos, primeira secretária da Associação dos Usuários da Resex Mãe Grande do Curuçá (Auremag), no município de Curuçá. 

A gerente do Programa Pesca para Sempre da Rare, Bruna Martins, explica que na cadeia de valor da pesca a participação das mulheres significa subsistência para toda a família, especialmente em tempos de crise: "As mulheres nativas dos manguezais amazônicos são um elo de sustento e conexão nos núcleos familiares e nas suas comunidades. Sua participação é estruturante na manutenção das atividades de subsistência, produtivas e culturais, atuando como guardiãs de conhecimentos e práticas de cuidado com os manguezais".  

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